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Da genética à mesa: novilhas angus com 17,5 arrobas provam o valor da pecuária de precisão

Da genética à mesa: novilhas angus com 17,5 arrobas provam o valor da pecuária de precisão


Pecuaristas, a busca por resultados extraordinários na pecuária brasileira continua a render histórias inspiradoras. No estado de Mato Grosso do Sul, um lote de novilhas angus está surpreendendo e mostrando que a idade é apenas um detalhe: com um manejo de ponta, as fêmeas conseguiram um ganho de peso médio de uma arroba por mês, alcançando 17,5 arrobas aos 17 meses de idade. Já clica aí pra assistir ao vídeo abaixo e conferir essa história que é pura inspiração para a sua fazenda!

Essa prova de excelência e inovação foi o grande destaque do quadro Giro pelo Brasil desta sexta-feira (1º).

O programa, transmitido pelo Canal Rural, destacou o trabalho de um pecuarista que, com um manejo de alta tecnologia, está produzindo um gado de altíssima qualidade e com um peso que impressiona, reforçando o constante avanço da pecuária brasileira.

A receita de sucesso da Agropecuária AH

De onde veio essa novilhada que está dando o que falar? Essa produção de primeira é do pecuarista Helder Hofig, à frente da Agropecuária AH, grupo que controla a Fazenda Córrego Azul, localizada em Brasilândia, no estado de Mato Grosso do Sul.

Helder e sua equipe estão de parabéns por um trabalho que reflete o cuidado, o investimento e a visão de quem busca a excelência na criação de bovinos.

Quem fez questão de apresentar esses resultados impressionantes foi Alexandre Scaff Raffi, que, além de pecuarista, é gerente da unidade CPG da Friboi de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul.

Alexandre mostrou um super lote de novilhas angus, todas elas crioulas da fazenda e aprovadas no Protocolo 1953, um selo de qualidade que valoriza a carne macia e suculenta.

Os números da novilhada que impressionam

Foto: Divulgação/Friboi CPG

Agora, preparem-se para os números que comprovam a grandiosidade desse lote. As novilhas angus, abatidas com apenas 17 a 18 meses de idade, surpreenderam com um peso médio por carcaça de 17,5 arrobas!

Essa performance impressionante é resultado de um sistema de cria da fazenda que conta com um programa de melhoramento genético intra-rebanho, com a consultoria do professor doutor José Bento Ferraz, da USP de Pirassununga.

Além disso, o gado é criado em um sistema de pastoreio racional voisin e termina a engorda em confinamento, uma combinação de manejo que garante a precocidade e o peso que fazem a diferença no resultado final.

O que é o Protocolo 1953?

O Protocolo 1953, que garante um dos maiores bônus aos pecuaristas do país, foi lançado em 2018. Ele privilegia os produtores que trabalham para obter animais que garantem uma carne macia, saborosa e suculenta, atendendo às exigências dos mercados mais nobres.

Entre as regras básicas para que um animal desta grife de carne seja certificado, está o grau de sangue: ter no mínimo 50% de sangue de raças taurinas.

O programa abriu uma porta para valorizar não só animais cruzados com angus, mas também com demais raças taurinas como hereford, charolês, blonde d’aquitaine e outras raças sintéticas como o canchim.

No entanto, para trilhar o caminho da produção de um bovino que gera uma carne de qualidade superior, não depende somente da genética. A alimentação do gado é um ponto fundamental, pois o animal precisa ter um acabamento de gordura adequado para atender aos critérios do protocolo.



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