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Dirigente do Fed diz que juros dos EUA estão em boa posição e cita guerra como incerteza

Dirigente do Fed diz que juros dos EUA estão em boa posição e cita guerra como incerteza


A presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly, afirmou nesta sexta-feira (29) que a política monetária dos Estados Unidos está “em uma boa posição”. Em entrevista à Fox Business, a dirigente disse estar “cautelosamente otimista” com a economia norte-americana, mas destacou que a duração do conflito envolvendo o Irã e seus efeitos sobre os preços da energia seguem entre as principais incertezas do cenário.

As declarações ocorrem em um momento em que dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, acompanham os efeitos da alta recente do petróleo sobre a inflação e a atividade econômica. Segundo Daly, uma das perguntas centrais para a autoridade monetária é por quanto tempo a guerra com o Irã pode se prolongar e por quanto tempo os preços de energia permanecerão elevados.

O tema é acompanhado pelo mercado porque custos de energia mais altos podem dificultar o processo de desaceleração da inflação nos Estados Unidos. Em um ambiente como esse, a condução dos juros tende a permanecer mais cautelosa, já que o Fed busca calibrar o ritmo da economia sem reacender pressões inflacionárias.

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Para o público do agronegócio, o assunto tem relevância por afetar variáveis macroeconômicas que influenciam o setor, como dólar, preços internacionais de combustíveis e custos logísticos. Alterações nessas referências podem atingir despesas com transporte, frete e energia, além de interferir na competitividade de produtos exportados. O conteúdo original, porém, não apresenta estimativas numéricas sobre esses efeitos específicos.

Daly também mencionou a inteligência artificial (IA) como um vetor com potencial para elevar a produtividade da economia. Segundo a dirigente, os formuladores de política monetária precisam monitorar tanto os riscos quanto os possíveis ganhos associados à adoção da tecnologia.

No curto prazo, o foco do mercado segue na trajetória da inflação, nos preços da energia e na evolução do conflito no Oriente Médio. Sem novas sinalizações quantitativas do Fed nesta sexta-feira (29), o alcance de eventuais efeitos sobre câmbio, combustíveis e cadeias produtivas dependerá dos próximos dados econômicos e do cenário geopolítico.

Fonte: Estadão Conteúdo

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