O dólar à vista encerrou nesta quinta-feira (14) em baixa de 0,45%, cotado a R$ 4,9863, após devolver parte da forte alta registrada na quarta-feira (13). Segundo operadores, o movimento refletiu uma correção técnica depois da reação mais intensa do mercado ao aumento das incertezas políticas domésticas e à reconfiguração das apostas para a eleição presidencial de 2026.
Ao longo do dia, a moeda chegou à máxima de R$ 5,0286 no início dos negócios, mas perdeu força na sequência. Na mínima, tocou R$ 4,9721. Apesar do recuo desta quinta, o dólar ainda acumula alta de 1,89% na semana e de 0,68% em maio. Em 2026, porém, a moeda registra queda de 9,16% frente ao real.
A leitura de agentes financeiros é que a valorização de 2,31% da divisa na quarta-feira foi ampliada por realização de lucros, já que o real vinha apresentando desempenho superior ao de outras moedas emergentes neste ano. No exterior, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu quase 0,40% e se aproximou de 98,900 pontos.
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Para Otávio Oliveira, gerente de Tesouraria do Banco Daycoval, a sessão foi de ajuste após uma reação considerada excessiva no dia anterior. Segundo ele, a recente queda do dólar no Brasil esteve mais ligada ao enfraquecimento global da moeda americana do que a melhora dos fundamentos internos, especialmente na área fiscal.
Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos, afirmou em nota que o noticiário político e as medidas do governo para conter a alta dos combustíveis passaram a influenciar com mais peso os preços dos ativos locais.
Para o agronegócio, a oscilação cambial segue relevante porque interfere na formação dos preços de exportação, nas receitas em reais de commodities e no custo de insumos dolarizados, como fertilizantes e defensivos. No curto prazo, o mercado deve continuar sensível à combinação entre cenário político doméstico, juros locais e movimentos do dólar no exterior.
A tendência, segundo analistas, é de manutenção da volatilidade no câmbio enquanto o mercado recalibra o prêmio de risco político e monitora os efeitos do cenário internacional sobre moedas emergentes.
Fonte: Estadão Conteúdo
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