USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Dr. Agro debate sobre a macroeconomia da soja na Abertura da Colheita, em MT

Dr. Agro debate sobre a macroeconomia da soja na Abertura da Colheita, em MT


Marcos Fava Neves | Foto: Matheus Martins/Canal Rural

Durante a Abertura Nacional da Colheita da Soja, evento realizado em Santa Carmem, Mato Grosso, Marcos Fava Neves, mais conhecido como Dr. Agro e fundador da Harven Agribusiness School abordou temas essenciais sobre a macroeconomia da soja, com foco na relevância do setor para o Brasil e o mundo.

Em uma apresentação com dados e reflexões sobre o setor, Fava Neves destacou o crescimento da produção de soja no Brasil, que continua a se expandir rapidamente. Nos últimos 20 anos, a produção global de soja aumentou de 200 milhões para 400 milhões de toneladas, enquanto o Brasil passou de 50 milhões para 155 milhões de toneladas.

A área cultivada também registrou um crescimento impressionante, de 35 milhões de hectares em 2017 para 47 milhões de hectares nesta safra. Esses números evidenciam a competitividade do setor agrícola brasileiro no cenário global.

A soja e a economia

A soja representa mais do que uma commodity estratégica para o Brasil: ela é um tópico fundamental na geração de renda. Nos últimos 120 dias, os produtores brasileiros de soja geraram 292 bilhões de reais, um número que destaca a importância dessa cultura para a economia nacional.

Marcos Fava Neves, durante sua fala, parabenizou os produtores, reconhecendo o grão como uma das maiores contribuições para a economia do país, especialmente em um momento em que o ”país só quer gastar.”

Futuro da soja

O futuro da soja no Brasil é promissor. Nas próximas décadas, o país deve alcançar uma produção de 241 milhões de toneladas, o que representará metade da produção mundial de soja. Esse cenário coloca o Brasil como líder global, com uma participação relevante na soja consumida em todo o mundo.

A expansão da área cultivada será um fator para atender à crescente demanda global, especialmente em países da Ásia. Estima-se que o Brasil aumente em 16 milhões de hectares a área dedicada à soja nos próximos 10 anos, uma previsão que posiciona o país como o grande produtor e exportador mundial da commodity.

Biocombustíveis

Outro ponto abordado por Neves foi o crescimento da produção de biodiesel a partir da soja. A conversão de soja em biodiesel está crescendo a uma taxa de 7% ao ano até 2027, ampliando a demanda por soja e fortalecendo a posição do Brasil como um dos principais produtores de energia renovável.

Além de beneficiar o setor de biocombustíveis, a produção de biodiesel também favorece o mercado de carnes, ao gerar mais farelo e permitir um ciclo mais eficiente da agricultura.

A gestão do sojicultor

Apesar dos desafios econômicos, cambiais e políticos, o evento destacou que os produtores de soja devem estar preparados para lidar com a volatilidade do mercado. A gestão eficiente, o uso de tecnologias de precisão e a adoção de práticas sustentáveis são essenciais para garantir a competitividade do setor. A decisão de quando comprar insumos e vender a safra será crucial para o sucesso de cada produtor.

Em sua conclusão, Marcos Fava Neves parabenizou os produtores pela contribuição à economia brasileira, ressaltando que o agronegócio nacional está em constante evolução. Foi destacado que o futuro da soja é promissor, sustentado pelo crescimento da demanda global, pela inovação tecnológica e pela adoção de boas práticas agrícolas.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

65% dos produtores acreditam ser vistos de forma negativa pela população urbana

Foto: Reprodução/Giro do Boi A 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural mostra que 65% dos produtores acreditam que a população urbana os vê de forma negativa. O estudo também aponta que apenas 5% avaliam que a imagem seja positiva, enquanto 30% a consideram neutra. Para ter um dado fiel sobre a percepção do agricultor, a iniciativa contou com 3.100 entrevistas presenciais com homens e mulheres do campo em 16 estados, abrangendo 15 culturas agrícolas e quatro cadeias pecuárias. O resultado ganha ainda mais relevância quando comparado à pesquisa “Percepções Sobre o Agro: o que pensa o brasileiro”. O estudo mostrou que sete em cada

FAO confirma Brasil fora do Mapa da Fome e destaca agricultura familiar

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) confirmou, nesta terça-feira (21), em Roma, que o Brasil segue fora do Mapa da Fome. O dado consta na edição 2026 do relatório "O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo (SOFI)", que manteve a prevalência de subnutrição no país abaixo de 2,5% da população, patamar usado pela entidade para essa classificação. O relatório também registrou avanço no acesso econômico da população brasileira a uma alimentação saudável. Entre 2021 e 2025, a parcela de brasileiros sem condições financeiras de adquirir uma dieta saudável caiu de 31,2% para 21,1%. Em números absolutos, o contingente

Preços do boi gordo: veja como terminaram os negócios da arroba na semana

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT O mercado físico do boi gordo foi marcado por um ritmo “truncado” nesta sexta-feira (24), com poucos negócios concretizados ao longo do dia. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias pontua que o cenário ainda é de dificuldade em relação a oferta de animais terminados, com escalas de abate encurtadas. “Os frigoríficos ainda operam com menor capacidade de abate ao longo do mês, contando com redução de turnos de abate e até mesmo férias coletivas. O mercado segue atento ao ritmo de exportação, com o relatório semanal do Secex ocupando papel central para interpretar se há ou não redução

Bahia recebe lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/27

A cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/27 no estado da Bahia será realizada na próxima segunda-feira (27), às 15h, no Teatro Central da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), em Feira de Santana (BA). O evento contará com a participação da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli. Durante a agenda, serão apresentados os resultados das políticas públicas voltadas à agricultura familiar. O foco da apresentação estará no acesso ao crédito, na comercialização, na inclusão produtiva e na regularização de dívidas. A programação da ministra na Bahia inclui ainda uma visita, na segunda-feira, às 11h40, à Agroindústria de

Imazon aponta queda de 10% no desmatamento da Amazônia no primeiro semestre

A Amazônia registrou 1.145 quilômetros quadrados de floresta derrubada entre janeiro e junho de 2026, volume 10% menor que o do mesmo período do ano passado, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O estudo também mostra que 588 áreas protegidas passaram o semestre sem registros de desmatamento, o equivalente a mais de 80% desses territórios. De acordo com o Imazon, o resultado representa a menor área desmatada em um primeiro semestre nos últimos oito anos. Na comparação com 2022, quando houve o pico da série histórica para o período, a redução chegou a 76%. Entre

Mato Grosso abate 45% dos bovinos com até 24 meses no 1º semestre

A pecuária de corte de Mato Grosso registrou no primeiro semestre de 2026 o maior percentual de bovinos abatidos com até 24 meses desde o início da série histórica do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em 2006. Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), 45% dos animais abatidos no estado estavam nessa faixa etária, em um movimento associado ao avanço da eficiência produtiva. O indicador mostra mudança na composição do rebanho destinado ao abate. Em 2006, apenas 2% dos bovinos abatidos tinham menos de 24 meses. No mesmo intervalo, a participação de animais com mais de 36 meses caiu de 65% para 22%, apontando

Calendário eleitoral exige estratégia do agro no Congresso

Foto: Freepik As janelas de votação de agosto e setembro vão concentrar decisões sobre seguro rural, endividamento, orçamento e segurança jurídica antes que a disputa eleitoral domine Brasília. O calendário eleitoral entra em sua fase decisiva em agosto, com o prazo para registro das candidaturas e o início oficial das campanhas. A movimentação não afeta apenas partidos e candidatos. Ela também muda o ritmo do Congresso e reduz o tempo disponível para negociações e votações relevantes. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Com parlamentares divididos entre Brasília e suas bases eleitorais,

ANP abre consulta sobre novas regras para combustíveis de uso aquaviário

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou nesta sexta-feira (24) a realização de consulta pública, por 45 dias, e de audiência pública sobre a minuta que revisa a Resolução ANP nº 903, de 2022. A norma estabelece as especificações dos combustíveis de uso aquaviário comercializados no país, como óleo diesel marítimo e óleo combustível marítimo. A proposta atualiza a regulamentação brasileira com base em avanços tecnológicos e em padrões técnicos internacionais. Segundo a ANP, a revisão busca alinhar as especificações nacionais à 7ª edição da norma ISO 8217, publicada em 2024, e acompanhar mudanças no mercado de combustíveis marítimos no contexto

Coalizão apresenta 8 propostas do agro e do clima a presidenciáveis de 2026

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura começou a apresentar aos presidenciáveis das eleições de 2026 um conjunto de oito propostas centrais para a agenda de desenvolvimento. Entre os pontos defendidos pelo grupo estão o condicionamento de instrumentos financeiros do setor agropecuário à implementação do Código Florestal e o estímulo a práticas produtivas sustentáveis. A entidade afirma que a ampliação de linhas de financiamento sustentáveis e inclusivas pode reconhecer produtores que cumprem a legislação ou que avançam na regularização ambiental e fundiária. O grupo também relaciona os eventos climáticos extremos ao aumento da pressão sobre o endividamento e a inadimplência no campo. Nesse contexto, Iuri

Lei inclui cooperativas entre beneficiárias de fundos regionais

A Lei Complementar 231/2026 ampliou o acesso das cooperativas brasileiras aos fundos federais de desenvolvimento regional. A mudança, consolidada com a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 262/2019, permite que essas organizações sejam beneficiárias do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Com a nova legislação, cooperativas passam a ter acesso a recursos voltados ao financiamento de projetos produtivos, infraestrutura, industrialização, armazenagem e expansão de atividades econômicas em municípios do interior do país. A proposta recebeu apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que classificou a iniciativa como estratégica para