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Edital abre concessão florestal de 267 mil hectares na Flona de Balata-Tufari

Edital abre concessão florestal de 267 mil hectares na Flona de Balata-Tufari


O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), lançaram o edital de concessão florestal da Floresta Nacional (Flona) de Balata-Tufari, em Canutama, no sul do Amazonas. A área concedida soma 267 mil hectares de floresta nativa e está localizada na região de influência da BR-319, apontada no material oficial como pressionada por desmatamento e atividades ilegais.

A concessão será dividida em três Unidades de Manejo Florestal (UMFs), com portes pequeno, médio e grande. Segundo o material divulgado, a estrutura busca ampliar as oportunidades de investimento local. A área licitada representa 24,7% da área total da Flona de Balata-Tufari, que soma mais de 1 milhão de hectares.

As propostas deverão ser entregues em 19 de agosto de 2026. A licitação está prevista para 27 de agosto de 2026, na sede da B3. O edital integra o conjunto de projetos de concessão com foco em manejo florestal sustentável na Amazônia estruturado pelo BNDES em parceria com o SFB.

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De acordo com o texto oficial, o modelo adota práticas de colheita de baixo impacto, com controle de cada indivíduo arbóreo para assegurar a regeneração natural da floresta. O projeto prevê produção anual de cerca de 134 mil metros cúbicos de madeira de origem legal e rastreável.

Na parte econômica, a concessão estima mais de R$ 300 milhões em investimentos em infraestrutura e R$ 1,78 bilhão em serviços de operação ao longo de 35 anos. A previsão é de 1.236 empregos, sendo 412 diretos e 824 indiretos.

O edital também estabelece encargos acessórios com investimento estimado em aproximadamente R$ 2 milhões por ano em projetos voltados às comunidades do entorno. Entre as ações previstas estão apoio à pesquisa científica e tecnológica, monitoramento e proteção florestal, educação ambiental, desenvolvimento do entorno das UMFs e fortalecimento de comunidades ribeirinhas e indígenas locais.

Segundo o material, a construção do edital incluiu audiências públicas em Lábrea e Canutama, além de consulta específica aos povos indígenas Juma e Mura.

O material divulgado informa que a concessão busca combinar produção florestal legal, proteção territorial e manutenção da floresta em pé. Não há, no conteúdo fornecido, detalhamento sobre as empresas interessadas nem sobre a distribuição operacional da produção entre as três UMFs.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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