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Etanol recua 5,31% em maio; gasolina e diesel S-10 também caem

Etanol recua 5,31% em maio; gasolina e diesel S-10 também caem


Os preços dos combustíveis caíram em maio no Brasil, segundo levantamento divulgado pela ValeCard nesta sexta-feira (29). O etanol registrou a maior retração, com queda média nacional de 5,31% ante abril, enquanto a gasolina recuou 0,77% e o diesel S-10 caiu 0,41%. O movimento ocorreu após meses anteriores de alta e refletiu diferenças regionais no comportamento das bombas.

De acordo com a pesquisa, o preço médio da gasolina ficou em R$ 6,857 por litro em maio. No caso do diesel S-10, a média nacional foi de R$ 7,303 por litro. O levantamento informou que o etanol teve redução de preços em 19 estados, enquanto a gasolina caiu em 20 unidades da federação.

A retração mais intensa do etanol foi associada ao mercado do Centro-Sul, principal região produtora do país. Nessa área, o avanço da oferta costuma pressionar os preços no varejo. As maiores quedas do biocombustível foram observadas no Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

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Na gasolina, a diminuição média de 0,77% acompanhou um ajuste no varejo após o período de altas. Segundo a ValeCard, o recuo foi mais forte nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, embora tenham ocorrido altas pontuais em parte do Centro-Oeste e do Norte.

O diesel S-10 apresentou queda mais limitada na média nacional. Sul, Sudeste e Centro-Oeste registraram retração generalizada, mas Norte e Nordeste ainda mostraram altas em alguns estados. A pesquisa não detalhou, no material disponível, os valores por unidade da federação.

Para o setor agropecuário, o comportamento dos combustíveis tem efeito técnico distinto. O etanol se relaciona diretamente com a cadeia sucroenergética, enquanto o diesel influencia frete, operações mecanizadas e escoamento da produção. Como a queda do diesel foi menor e regionalmente desigual, o alívio sobre custos operacionais e logísticos tende a variar entre estados e cadeias produtivas.

O levantamento indica um cenário de acomodação dos preços em maio, mas com persistência de pressões localizadas, sobretudo no diesel S-10. Sem detalhamento adicional sobre repasses futuros, a leitura técnica disponível é de ajuste no curto prazo, com diferenças regionais ainda relevantes para produtores, transportadores e usinas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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