As exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 16,65 bilhões em abril de 2026, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ficou 11,7% acima do observado em abril de 2025. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas do setor somaram US$ 54,6 bilhões, também recorde para o primeiro quadrimestre.
De acordo com o Mapa, o avanço de abril foi sustentado por aumento de 9,5% no volume exportado e alta de 2,1% no preço médio dos produtos embarcados. As importações do agronegócio somaram US$ 1,62 bilhão, recuo de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, o que resultou em superávit de US$ 15 bilhões no período.
Entre os destinos, a China liderou as compras, com US$ 6,6 bilhões e participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor, alta de 21,8% na comparação anual. A União Europeia ficou em segundo lugar, com US$ 2,36 bilhões, avanço de 8,7%. Os Estados Unidos importaram US$ 1 bilhão, com recuo de 16,8%.
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A soja em grãos manteve a liderança entre os produtos exportados. As vendas externas alcançaram US$ 6,9 bilhões, alta de 18,8%, com embarques de 16,7 milhões de toneladas, volume recorde para meses de abril e 9,7% superior ao de um ano antes. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/2026 é recorde, o que ampliou a oferta. A carne bovina in natura também registrou recorde mensal, com US$ 1,6 bilhão exportado e 252 mil toneladas embarcadas.
Na avaliação do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, o desempenho reflete a combinação entre produção, abertura de mercados e negociação comercial. O ministério informou ainda que, desde 2023, o Brasil abriu mais de 600 novas oportunidades de mercado para produtos agropecuários.
Os dados indicam continuidade da diversificação da pauta exportadora, com crescimento em segmentos como complexo soja, proteínas animais, produtos florestais e algodão. Segundo o Mapa, a ampliação de acesso a mercados e a regularidade de fornecimento seguem entre os fatores que sustentam o desempenho externo do agro brasileiro.
Fonte: gov.br
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