O mercado de juros iniciou esta sexta-feira (15) sob pressão, em meio ao ambiente de aversão a risco no exterior. A alta do petróleo, associada à falta de sinal de acordo entre Estados Unidos e Irã, elevou a preocupação com a inflação global e reforçou a leitura de juros mais altos nos Estados Unidos. No Brasil, o movimento reduz espaço para cortes adicionais da taxa Selic.
No exterior, os rendimentos dos Treasuries e de títulos soberanos de outros países avançam. Segundo a precificação do mercado, há 60% de chance de alta de 25 pontos-base nos juros do Federal Reserve (Fed) até o fim de 2026. Esse ajuste nas curvas internacionais tende a ser transmitido aos ativos brasileiros, com elevação dos prêmios exigidos pelos investidores.
Além do cenário externo, os agentes acompanham nesta sexta-feira (15) a divulgação da pesquisa de serviços no Brasil, prevista para as 9 horas. A mediana das estimativas aponta recuo de 0,1% no volume de serviços prestados em março, na comparação mensal, após alta de 0,1% em fevereiro. O dado é observado por seu peso na atividade econômica e por sua influência nas expectativas para a política monetária.
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No mercado doméstico, a leitura é que a combinação entre pressão inflacionária externa e aumento do prêmio de risco limita o espaço para o ciclo de cortes da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Também permanecem no radar desdobramentos políticos internos, que podem influenciar a inclinação da curva de juros ao longo do dia.
No cenário internacional, após encontro entre Estados Unidos e China, ainda não há detalhamento oficial sobre novos acordos comerciais. Para a consultoria Capital Economics, a reunião serviu principalmente para consolidar a trégua comercial em vigor no curto prazo. Já o Indicador de Comércio Exterior (Icomex), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), avalia que as negociações entre EUA e China e a guerra no Irã têm potencial para afetar as exportações brasileiras.
Ao longo do dia, o comportamento da curva de juros deve seguir condicionado aos dados de atividade, à fala do diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, e à trajetória dos rendimentos dos títulos americanos. Sem sinal claro de alívio no cenário externo, a referência para os juros locais permanece de cautela.
Fonte: Estadão Conteúdo
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