Os juros futuros operaram em alta na primeira hora de negócios desta sexta-feira (15), com avanço em toda a curva, principalmente nos vencimentos médios e longos. O movimento ocorreu em meio à cautela no exterior, com petróleo e rendimentos dos Treasuries em elevação, além da alta do dólar frente ao real. Nesse cenário, o resultado mais fraco do setor de serviços no Brasil ficou em segundo plano.
No mercado doméstico, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) reagiram ao ambiente externo de maior aversão ao risco. Às 9h15, o DI para janeiro de 2027 subia para 14,225%, ante 14,180% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 avançava para 14,080%, de 13,976%, enquanto o DI para janeiro de 2031 ia a 14,190%, de 14,057%.
A pressão externa veio da elevação do petróleo e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em meio à ausência de acordo de paz entre EUA e Irã, fator que ampliou preocupações com inflação global. Ao mesmo tempo, o dólar avançava ante o real, o que também reforçou o movimento de alta das taxas futuras no Brasil.
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No campo dos indicadores, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços prestados caiu 1,2% em março. O recuo ficou abaixo até da mínima das estimativas de analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que apontava queda de 0,6%. Em condições normais, um dado mais fraco de atividade tende a aliviar parte da curva curta de juros, por sinalizar menor pressão econômica.
Apesar disso, o comportamento dos mercados internacionais prevaleceu no início da sessão. O ambiente doméstico também seguiu atento a ruídos políticos, citados por agentes financeiros no noticiário desta sexta-feira (15).
A trajetória dos DIs ao longo do dia deve seguir condicionada ao comportamento do câmbio, do petróleo e dos Treasuries. Sem mudança nesses vetores, o enfraquecimento do setor de serviços tende a ter efeito limitado sobre a curva de juros no curto prazo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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