USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Mercado de carbono inclui produção rural no sistema brasileiro de emissões

Mercado de carbono inclui produção rural no sistema brasileiro de emissões


A criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), instituído pela Lei nº 15.042/2024, incorporou a produção rural como fornecedora de créditos de carbono no país. A medida avançou com articulação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e coloca a agropecuária entre os segmentos aptos a participar do mercado regulado de carbono.

Estudo divulgado pela PwC Brasil no ano passado apontou que o Brasil pode gerar 370 milhões de toneladas em créditos de carbono com o SBCE. Segundo a consultoria, esse mercado tem potencial para movimentar R$ 1 trilhão e gerar cerca de 3 milhões de empregos.

Entre os pontos centrais da legislação está o reconhecimento da agropecuária e das florestas como atividades capazes de capturar carbono e reduzir a presença de gases de efeito estufa na atmosfera. Durante a tramitação no Senado Federal, o papel da produção rural foi incluído no texto, permitindo que parte dos créditos seja gerada no campo.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Os créditos de carbono são certificados que representam a redução ou a captura de gases de efeito estufa. Cada crédito corresponde a uma tonelada de dióxido de carbono equivalente reduzida ou removida da atmosfera. Para isso, os projetos precisam seguir metodologias específicas e passar por avaliação de certificadoras, que verificam o cumprimento das regras e atestam a qualidade dos créditos.

No caso do produtor rural, a geração de créditos pode ocorrer por diferentes vias, como captura de carbono no solo, projetos de bioenergia, tratamento de dejetos e conservação de áreas além das obrigações legais. Também foi incluída, durante a tramitação no Senado, a possibilidade de geração de créditos em áreas preservadas dentro das propriedades rurais.

O SBCE está em fase de regulamentação e a expectativa é de que esteja totalmente funcional em 2030. Entre os próximos passos estão a definição das regras de monitoramento e verificação dos projetos e do limite de créditos da produção rural que poderá ser usado por empresas obrigadas a reduzir ou compensar emissões.

Com a inclusão da produção rural no SBCE, os produtores passam a integrar a estrutura do mercado regulado de carbono no Brasil. A próxima etapa será a regulamentação das metodologias e dos critérios de uso dos créditos dentro do sistema.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

O post Mercado de carbono inclui produção rural no sistema brasileiro de emissões apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Após caso na Expointer, veja como prevenir a tristeza parasitária bovina

Foto: Reprodução. Um dos touros que morreram durante a 49ª Expointer, em Esteio (RS), teve a morte atribuída à tristeza parasitária bovina (TPB), segundo o veterinário responsável pelo atendimento dos animais no evento. A doença é um conjunto de enfermidades causadas principalmente por protozoários e bactérias que vivem no sangue dos bovinos. Entre os principais agentes estão Babesia bovis e Babesia bigemina, responsáveis pela babesiose, e Anaplasma marginale, causador da anaplasmose. Segundo Daniel Rodrigues, gerente técnico da unidade de negócio de Ruminantes da MSD Saúde Animal, a transmissão ocorre sobretudo por carrapatos. Em algumas situações, também pode ocorrer por insetos ou materiais contaminados. Como a

Arroba do boi será impulsionada pelos EUA em setembro, mas terá UE como freio

Imagem gerada por IA para o Canal Rural O mercado físico do boi gordo foi pautado por um movimento mais acomodado nos negócios em agosto. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o mês iniciou com preços aquecidos na compra de gado, mas foram cedendo ao longo das semanas em meio à incidência de animais de parceria e a utilização de confinamentos próprios pela indústria frigorífica, em especial as de maior porte. “Isso permitiu uma boa composição das escalas de abate. Ainda assim, a média de preços nas praças em agosto ficou acima da verificada no fechamento de julho”, contextualiza. Veja em primeira

‘Língua eletrônica’ detecta resíduos de antibióticos no leite de vaca e cabra

Foto: MDA/Ascom Uma espécie de “língua eletrônica” desenvolvida por pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos conseguiu identificar pequenas concentrações de antibióticos em amostras de leite de vaca e de cabra. A tecnologia pode abrir caminho para novas ferramentas de controle da qualidade do leite, embora ainda esteja em fase de testes em laboratório. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O dispositivo foi capaz de detectar resíduos de três antibióticos: cloxacilina, tetraciclina e estreptomicina. Um dos diferenciais é que o sistema conseguiu identificar as substâncias mesmo quando mais de um antibiótico estava

Exportação de carne bovina despenca em agosto, mas preço médio dispara

Foto: Ministério da Agricultura As exportações brasileiras de carne bovina in natura perderam força em agosto. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostram que o Brasil embarcou 195,715 mil toneladas no mês. O volume representa uma queda de 27,12% em relação a agosto de 2025, quando foram exportadas 268,562 mil toneladas. O recuo também foi mais intenso que o registrado em julho, quando os embarques somaram 257,983 mil toneladas. Na comparação mensal, portanto, o volume exportado caiu 24,1%. Apesar da redução dos embarques, o preço médio da carne bovina brasileira no mercado internacional continuou

‘Se nada for feito’: RS pode ter menos de 3 mil produtores de leite em 25 anos

Foto: Motion Array O Rio Grande do Sul perdeu 65% dos produtores de leite na última década. O número caiu de 84 mil para 28 mil, segundo levantamento da Emater/RS. O cenário preocupa o setor, especialmente diante da vulnerabilidade das pequenas propriedades e da dificuldade de sucessão familiar. Na outra ponta, quem permanece na atividade precisa investir para ganhar eficiência e encontrar diferenciais. Na Expointer, as vacas leiteiras mostram o potencial da genética utilizada pelos produtores para melhorar os resultados. É o caso de Anderson Sipp, produtor de leite que aposta nas holandesas vermelhas. Mais rústicas e menos suscetíveis ao estresse térmico, elas podem apresentar

Terras indígenas da Amazônia somam 1,79 milhão de hectares com potencial de restauração

No Dia da Amazônia, comemorado neste sábado (5), especialistas defenderam maior investimento na restauração de terras degradadas em territórios indígenas da Amazônia, com participação direta das comunidades na definição de prioridades. Dados do TerraClass de 2022 indicam potencial de recuperação de 1,79 milhão de hectares nessas áreas, entre áreas degradadas e vegetação secundária. Segundo os dados apresentados, as terras indígenas da Amazônia concentram 952,3 mil hectares de áreas degradadas, com predominância de pastagens. Outros 24,4 mil hectares estão destinados à agricultura e 18,9 mil hectares à mineração. Também foram identificados 840,5 mil hectares de vegetação secundária, que, somados às áreas degradadas, formam o potencial estimado

Soja na suplementação pode causar problemas de casco no gado? Veja a resposta

Foto: Reprodução/Giro do Boi. A utilização de grãos e coprodutos na nutrição de bovinos de corte é uma prática essencial para acelerar o ganho de peso e encurtar o ciclo de terminação. No entanto, o surgimento de claudicações e crescimento anormal dos cascos em lotes suplementados frequentemente levanta dúvidas sobre a segurança dos ingredientes. No quadro Giro do Boi Responde, do Giro do Boi, o zootecnista e especialista em nutrição animal Tiago Felipini atendeu ao questionamento do pecuarista Leandro Fortes, morador de Boa Vista (RR). O telespectador perguntou se é mito ou verdade que os componentes derivados da soja na suplementação causam problemas e deformações

Campanha no Dia da Amazônia pede voto em candidatos comprometidos com a floresta

O Dia da Amazônia, celebrado neste sábado (5), marcou também a contagem regressiva de 30 dias para as eleições gerais de 4 de outubro. A coincidência de datas foi incorporada à quinta edição da Virada Cultural Amazônia de Pé, que adotou o tema “Cada voto pela Amazônia conta” para incentivar a escolha de candidatos comprometidos com a conservação ambiental. A programação ocorre neste fim de semana nas cinco regiões do país, com festivais culturais, gastronômicos, musicais e debates. As ações são promovidas pelo movimento Amazônia de Pé, formado por mais de 20 mil ativistas e cerca de 300 coletivos e organizações não governamentais. A abertura

Portaria amplia para 260 mil toneladas compra de milho para o ProVB

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) poderá adquirir até 260 mil toneladas de milho para atender o Programa de Venda em Balcão (ProVB) em 2026. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (3), por meio da Portaria Interministerial nº 47, de 26 de agosto de 2026. O limite anterior para compra do produto por leilão público neste ano era de até 50 mil toneladas. A portaria é assinada conjuntamente pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Fazenda (MF) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O texto estabelece o novo quantitativo para aquisição do cereal, a granel ou ensacado.

ECA Ambiental avança no Senado e segue para sanção presidencial

O Senado aprovou na última quarta-feira (2) o Projeto de Lei 2.225/2024, conhecido como ECA Ambiental, que estabelece o direito de crianças e adolescentes ao meio ambiente com prioridade absoluta. O texto agora aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Política Nacional do Meio Ambiente e a Política Nacional sobre Mudança do Clima. O projeto, de autoria da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), prevê o direito da criança e do adolescente à natureza, inclusive a áreas naturais saudáveis, ao brincar livre em contato com ambientes naturais, à educação baseada na natureza