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ONU mantém projeção e prevê desaceleração do PIB do Brasil em 2026

ONU mantém projeção e prevê desaceleração do PIB do Brasil em 2026


A Organização das Nações Unidas (ONU) projetou crescimento de 2,0% para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026, abaixo da expansão de 2,3% estimada para 2025. Os números constam no relatório semestral sobre perspectivas da economia global, divulgado nesta segunda-feira (19). Para 2027, a previsão foi mantida em 2,3%, sem revisão em relação ao documento publicado em janeiro.

Segundo a ONU, a perda de ritmo da atividade brasileira em 2026 deve ocorrer em um ambiente de condições monetárias ainda restritivas. Na prática, o relatório associa o cenário à manutenção de juros em patamar elevado em relação à inflação, fator que tende a limitar consumo, investimento e tomada de crédito.

Ao mesmo tempo, o organismo afirma que há vetores de sustentação para a demanda doméstica. Entre eles, cita medidas expansionistas, como reajustes do salário mínimo e ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para famílias de menor renda. A avaliação é de que esses fatores podem compensar parcialmente a desaceleração provocada pelo aperto monetário.

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O documento também destaca que o Brasil aparece entre os países com mercado de trabalho resiliente em 2026. Outro ponto observado é o avanço de políticas industriais, com menção à estratégia Nova Indústria Brasil, apoiada por financiamento ao desenvolvimento e suporte setorial direcionado.

Para o setor agropecuário, o relatório não traz estimativas específicas sobre produção, exportações ou renda no campo. Ainda assim, o quadro macroeconômico é acompanhado pelo mercado rural porque juros, renda das famílias e atividade econômica influenciam o custo do crédito, o consumo interno de alimentos, o ritmo da agroindústria e as decisões de investimento de produtores, cooperativas e empresas da cadeia.

Sem detalhar setores, a ONU mantém a leitura de desaceleração moderada da economia brasileira em 2026, seguida de crescimento de 2,3% em 2027. Como o relatório não apresenta recortes para o agronegócio, o impacto direto sobre o setor dependerá da evolução dos juros, da demanda doméstica e das condições de financiamento ao longo do período.

Fonte: Estadão Conteúdo

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