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Pecuária de ponta: nova tecnologia de vermifugação traz retorno de até 10 por 1

Pecuária de ponta: nova tecnologia de vermifugação traz retorno de até 10 por 1


Pecuaristas, a verminose é um problema silencioso que rouba a produtividade do rebanho, comprometendo o desempenho do gado desde a cria até a terminação. Para combater esse desafio, o mercado tem evoluído e trazido tecnologias que atuam não apenas no controle dos parasitas, mas também na melhoria do Ganho Médio Diário (GMD) e na reprodução. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta sexta-feira (1º), o programa Giro do Boi recebeu o médico-veterinário Fernando Dambros, gerente de marketing da Ourofino Saúde Animal.

Ele destacou a importância de aproveitar o momento certo para a vermifugação e apresentou uma nova tecnologia que pode trazer um retorno financeiro significativo para a fazenda.

Perdas silenciosas e a importância de um amplo espectro de controle

A verminose e os ectoparasitas (carrapato, mosca-do-chifre) são desafios que, muitas vezes, não são visíveis. As perdas causadas por eles podem não ser percebidas no dia a dia, mas o impacto no bolso do pecuarista é real.

Um animal com vermes ou parasitas internos e externos, mesmo que não apresente sinais clínicos, está consumindo nutrientes para nutrir o parasita, em vez de convertê-los em carne ou leite.

Para combater esses parasitas de forma mais eficaz, a Ourofino desenvolveu e patenteou um produto com um maior espectro de controle.

Ele é uma associação de ivermectina e sulfóxido de albendazol, e foi criado para combater a presença de parasitas multirresistentes.

A sinergia desses dois princípios ativos garante uma ampla proteção, agindo em todas as fases da vida dos parasitas, desde ovos e larvas até a fase adulta.

O impacto da tecnologia foi comprovado em estudos apresentados no Congresso de Parasitologia em 2024.

O produto se destacou nos comparativos com outras moléculas do mercado, como doramectina e moxidectina, por sua maior eficácia contra diversos tipos de parasitas, incluindo aqueles que já desenvolveram resistência aos produtos convencionais.

Os resultados na fazenda são impressionantes e geram um impacto direto na rentabilidade:

  • Maior GMD: O produto proporciona ganhos de peso de 6,5 kg a mais em 30 dias, o que representa cerca de 200 g a mais por dia, dependendo das condições de tratamento e de pastagem. Esse incremento no GMD acelera o tempo de abate e aumenta o peso final do animal.
  • Maior taxa de prenhez: Um estudo com mais de mil animais comprovou um aumento de 7% a mais na taxa de prenhez nas fêmeas. Isso significa sete bezerros a mais a cada cem vacas, um ganho que se traduz em um aumento substancial na produtividade da cria.

Fernando Dambros ressalta que o investimento nessa tecnologia é muito rentável: a cada real investido, o pecuarista pode ter um retorno de sete a dez reais, mostrando que a sanidade animal é um investimento, e não apenas um custo.

O momento ideal de aplicação e a versatilidade de uso

O período mais oportuno para a aplicação do vermífugo é a transição entre o final da seca e o início das águas.

Nesse momento, a pastagem está mais rala, e o desafio para os parasitas também é maior. Um controle bem-feito nesse período ajuda a diminuir a infestação das pastagens e a prevenir novas infestações com a chegada da umidade.

A tecnologia também se destaca pela sua versatilidade de uso, inclusive em confinamento. Sua carência de apenas 22 dias permite que o produto seja utilizado na terminação, respeitando a instrução normativa do Ministério da Agricultura (IN 48), que proíbe o uso de avermectinas com período de carência superior a 28 dias nessa fase.



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