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Preços de soja fracos no início da semana; onde as cotações recuaram?

Preços de soja fracos no início da semana; onde as cotações recuaram?


O mercado brasileiro de soja começou a semana em ritmo lento e com preços em queda na maior parte das regiões. Segundo a consultoria Safras & Mercado, apesar de alguns compradores terem elevado ligeiramente suas indicações em determinados pontos, a resistência dos produtores em ceder preço fez o spread de venda se ampliar, segundo o consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira.

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“Alguns poucos negócios foram reportados em Minas Gerais, e nos portos o movimento seguiu fraco. Com dólar e CBOT (Bolsa de Chicago) em baixa, o mercado acabou retraído. Os prêmios até melhoraram um pouco, mas sem força suficiente para mudar o cenário”, comentou.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de 130 para 129
  • Santa Rosa (RS): caiu de 131 para 130
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de 135 para 134
  • Cascavel (PR): caiu de 126 para 125
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de 134,50 para 133
  • Rondonópolis (MT): caiu de 117 para 115,50
  • Dourados (MS): caiu de 120,50 para 119
  • Rio Verde (GO): manteve em 118

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em baixa. A ampla oferta de produto do Brasil no mercado mundial, as incertezas quanto ao futuro da política para o biodiesel nos Estados Unidos e as renovadas tensões comerciais entre China e Estados Unidos mantiveram o mercado sob pressão.

Para completar, o ritmo do plantio segue acelerado nos Estados Unidos, com bom desenvolvimento das lavouras. Às 17h, o Departamento de Agricultura americano, o USDA, vai atualizar os dados de evolução das lavouras locais. Um pouco antes, sai os dados de esmagamento em maio.

A China reagiu às acusações do presidente Donald Trump de que teria quebrado uma trégua comercial firmada semanas antes, em meio à reescalada das tensões que diminuem as esperanças de um acordo. Pequim afirmou estar agindo de forma responsável e cumprindo o consenso alcançado nas negociações econômicas e comerciais realizadas em Genebra, conforme comunicado divulgado pelo Ministério do Comércio chinês em seu site nesta segunda-feira.

Washington e Pequim haviam concordado, em meados de maio, em reduzir temporariamente as tarifas retaliatórias após conversas em Genebra, o que trouxe alívio aos mercados globais, afetados por temores de guerra comercial desde o início do governo Trump, que aumentou tarifas sobre produtos da China e de outros países.

No entanto, eventos recentes abalaram o otimismo quanto a um acordo duradouro, com tensões reacendidas por temas como as exportações chinesas de minerais de terras raras e as restrições dos EUA a vistos para estudantes chineses. O Ministério do Comércio da China acusou os EUA de “minar seriamente” o acordo de Genebra, ao impor diversas medidas “discriminatórias e restritivas”, como diretrizes de controle de exportações para chips de inteligência artificial e a revogação de vistos estudantis.

A declaração chinesa veio após Trump afirmar em uma rede social, na sexta-feira, que a China “violou totalmente seu acordo com os EUA”. Posteriormente, ele reforçou a acusação a repórteres no Salão Oval, dizendo ter certeza de que conversaria com o líder chinês Xi Jinping sobre o assunto.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar ou 0,79% a US$ 10,33 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,27 1/4 por bushel, perda de 9,50 centavos ou 0,91%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 2,40 ou 0,80% a US$ 293,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 46,28 centavos de dólar, com baixa de 0,61 centavo ou 1,3%.

Dólar

O dólar comercial encerrou em queda de 0,81%, sendo negociado a R$ 5,6734 para venda e a R$ 5,6714 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6666 e a máxima de R$ 5,7096



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