O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com negociações acima da referência média ao longo desta terça-feira (21).
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que as indústrias ainda encontram dificuldade na composição das escalas de abate, ambiente que ainda sugere a continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo.
“A disponibilidade de gado para abate tende a seguir limitada, ao menos em julho. A demanda segue como um limitador neste momento, em especial das exportações, considerando a queda do ritmo diário de embarques, consequência do esgotamento virtual das cotas de exportação disponibilizadas pela China“, detalha.
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De acordo com ele, o mercado também permanece atento aos indicadores de mercado interno, com o consumidor brasileiro ainda enfrentando dificuldades em função do alto nível de endividamento.
Preços médios do boi gordo
- São Paulo: R$ 341,43
- Goiás: R$ 321,25
- Minas Gerais: R$ 325,59
- Mato Grosso do Sul: R$ 332,16
- Mato Grosso: R$ 319,46
Mercado atacadista
O mercado atacadista apresenta preços firmes no decorrer da terça-feira. O ambiente de negócios sugere por menor propensão a reajustes durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.
“A carne bovina permanece menos competitiva se comparado as proteínas concorrentes, em especial na comparação com a carne de frango”, pontuou Iglesias.
- Quarto dianteiro: R$ 19,00 por quilo
- Quarto traseiro: R$ 25,50 por quilo
- Ponta de agulha: R$ 18,00 por quilo
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,0730 para venda e a R$ 5,0710 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0664 e a máxima de R$ 5,0859.
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