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Produtor obrigado a abater 82 vacas leiteiras comemora retorno à atividade

Produtor obrigado a abater 82 vacas leiteiras comemora retorno à atividade


Foto: Reprodução

Perder praticamente todo o rebanho é um dos maiores temores de quem vive da pecuária leiteira. Mas foi justamente o que aconteceu com o produtor Daniel Michels, de Braço do Norte, no sul de Santa Catarina.

Durante os exames sanitários exigidos pelos programas oficiais de controle, ele precisou abater quase todos os animais após um diagnóstico de tuberculose bovina. Agora, anos depois, ele comemora o seu retorno à atividade.

“Por infelicidade, o primeiro lote foi de 27 animais condenados, algo que eu não esperava. Depois fiz mais dois exames e acabou sobrando só mais dez animais de 82 cabeças. Então a gente optou por terminar o rebanho e fazer um vazio sanitário”, conta.

Segundo ele, a família sentiu a perda de toda uma vida de trabalho. “A gente ficou muitas noites sem dormir. Todo mundo sente isso, não é uma coisa de hoje para amanhã, é algo que faz parte de toda a vida da gente. Foi uma coisa muito sofrida, mas graças a Deus hoje a gente está superando.”

Em situações assim, o Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa) é o mecanismo que garante segurança para quem precisa recomeçar. Criado há mais de 20 anos, ele assegura a compensação financeira após o abate sanitário e tenta contribuir para a continuidade da atividade nas propriedades. Apenas em 2025, cerca de R$ 20 milhões foram pagos a produtores catarinenses.

“A indenização permite que as medidas sanitárias sejam adotadas de forma rápida e segura, favorecendo o controle das doenças e a continuidade das atividades produtivas nas propriedades rurais”, conta a diretora de Qualidade e Defesa Agropecuária do estado, Daniela do Carmo.

No caso de Daniel Michels, a indenização foi o primeiro passo para reconstruir a propriedade. Depois do vazio sanitário, foi preciso investir novamente, reformar a estrutura e adquirir novos animais.

“Hoje a minha família está de volta à atividade, minha esposa e eu estamos tirando 450 litros de leite por dia novamente”, comemora. “Se não tivesse esse auxílio, hoje a minha propriedade, com certeza, estava virada em mato. Dinheiro para investir eu não tinha. Com esse apoio que tive pelos animais que perdi deu para recomeçar.”

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