Cleber Barbosa, da Redação
A aprovação do projeto que reduz para 50% o percentual de reserva legal nas propriedades rurais do Amapá repercutiu diretamente entre empresários do setor madeireiro e do agronegócio. Representantes da região de Pedra Branca do Amapari estiveram na Assembleia Legislativa e classificaram a medida como um “destrave” histórico para o estado.
Fernando e Matheus Duarte, pai e filho, atuam no setor madeireiro e também acompanham de perto a cadeia produtiva que envolve pecuária e agricultura. Para eles, a nova legislação traz o principal ingrediente que o mercado exige: segurança jurídica.
“Vai ser um grande destrave no estado do Amapá. Eu sempre acreditei aqui. Já estou há 15 anos no estado, minha família está aqui, meus netos estão aqui. Esse é um novo tempo para o Amapá”, afirmou Fernando Duarte, destacando o apoio do deputado Jesus Pontes e do governador Clécio Luís na consolidação da proposta.
A mudança foi possível com base no que prevê o Código Florestal Brasileiro, que autoriza estados com alto índice de preservação ambiental a reduzirem o percentual de reserva legal, desde que cumpridos critérios técnicos e legais. No caso do Amapá, mais de 70% do território permanece protegido por unidades de conservação e terras indígenas.
Para o setor madeireiro, a medida não significa avanço sobre áreas protegidas, mas ampliação da área produtiva já destinada à atividade econômica. A expectativa é que o estado possa incorporar cerca de 100 mil hectares ao setor produtivo.
Novos tempos

Matheus Duarte, que representa a nova geração da família no negócio, acredita que a decisão fortalece toda a cadeia econômica. “A agricultura e a pecuária crescem junto. Só colhe quem planta. Com mais área para produzir, vêm mais empregos, mais renda e desenvolvimento para o nosso estado”, afirmou.
Ele também ressaltou o aspecto da sucessão familiar, característica marcante do agronegócio. “Tenho filho nascido aqui. A gente acredita no Amapá e quer construir o futuro aqui.”
O setor avalia que, com regras mais claras e estabilidade jurídica, investidores tendem a direcionar capital para o estado, fortalecendo não apenas a produção primária, mas também a indústria de beneficiamento e a arrecadação pública.
Para os empresários, o momento simboliza confiança renovada. “Dias melhores virão para o Amapá”, resumiu Fernando.
Com a aprovação na Assembleia, o projeto segue para sanção e publicação oficial, etapa que deve consolidar as novas regras e abrir caminho para a expansão planejada pelo setor produtivo.

















