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Terminal de contêineres de R$ 1,6 bi em Pernambuco quer competir com Porto de Santos

Terminal de contêineres de R$ 1,6 bi em Pernambuco quer competir com Porto de Santos


A APM Terminals Suape lançou nesta sexta-feira (22) sua pedra fundamental no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco. O evento marca o início da construção do terminal de contêineres que, com investimento de R$ 1,6 bilhão ainda na primeira fase, terá porte suficiente para disputar partes das rotas que hoje estão concentradas no Porto de Santos, o maior do país, de acordo com a empresa.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o novo terminal de impulsionará a internacionalização da economia do estado. “Poderemos ter um crescimento superior a 40% no volume de importações e exportações”, disse.

As obras preparatórias estavam em curso desde o início deste ano, período em que foram feitos os trabalhos de demolição das antigas edificações. Agora, a APM Terminals, que faz parte do grupo Maersk, está finalizando a escolha das empresas que serão responsáveis pela construção do cais, pátio e prédios. As operações de cargas no novo terminal devem ser iniciadas no segundo semestre de 2026.

A avaliação do diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, Daniel Rose, é de que, além de haver tendência natural de crescimento da demanda por movimentação de cargas nos próximos anos, já há déficit de capacidade nos portos brasileiros, o que aponta para uma quase natural busca pelos serviços que serão oferecidos no novo terminal. “Com o início das operações, ampliaremos a capacidade de movimentação de contêineres em 55%”, afirma Daniel Rose.

O diretor de investimentos para as Américas da APM Terminals, Leonardo Levy, diz que a operadora portuária considera o Nordeste estratégico e de enorme potencial para a logística do país.

“O terminal vai ajudar o Nordeste como um todo a ser mais competitivo lá fora. E servirá para que os importadores e exportadores tenham mais opções. Quanto mais opções tiverem, quanto mais concorrência existir, melhor é para todos”, defende.

Entre os cenários projetados por Leonardo Levy está o de atrair rotas que saem da Europa e até mesmo da Ásia. “Poderá fazer sentido para algumas linhas de navegação em vez de irem para Santos, por exemplo, virem para Suape, desde que tenha um terminal com capacidade e eficiência”, diz Rose.

Além de atender a navegação de longo curso, o terminal também se dedicará a se tornar atrativo para a cabotagem, que é a navegação entre os portos brasileiros.

Terminal 100% eletrificado

Conforme a APM Terminals, suas instalações em Suape formarão o primeiro terminal portuário 100% eletrificado da América Latina. Já foram investidos R$ 241 milhões em 28 equipamentos eletrificados, incluindo dois guindastes STS e sete RTGs com controle remoto. O maquinário escolhido é capaz de atender às novas gerações de navios do mercado.

A diferença em relação aos demais terminais está concentrada nos veículos que circulam dentro do terminal. Isso porque os guindastes da maioria dos portos já são elétricos. Já nas instalações da APM Terminals, também serão elétricos os caminhões, empilhadeiras e demais veículos.

“O custo de compra do maquinário totalmente elétrico é mais alto hoje em dia. Já o custo de manutenção a expectativa é de que seja menor. Então o custo de operação deve ficar também menor no longo prazo”, afirma Daniel Rose.

O entendimento do grupo multinacional é de que há apelo de mercado pela adoção da infraestrutura eletrificada diante das metas internacionais de redução de emissões de gases poluentes.



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