USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Comissão de Agricultura vai convocar Marina Silva

Comissão de Agricultura vai convocar Marina Silva


A Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (1º), requerimento para convocar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O objetivo é discutir a atuação da pasta em defesa da moratória da soja. Ainda não há data definida para a audiência.

Segundo o requerimento aprovado, a ministra deve prestar esclarecimentos sobre o uso da estrutura pública da pasta em defesa da moratória da soja, acordo firmado entre tradings, indústrias e ONGs em 2006.

Motivos para a convocação

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), autora do projeto, afirma haver possível desvio de finalidade administrativa e uso da estrutura pública em apoio a um pacto privado. A parlamentar também já requereu ao Tribunal de Contas da União uma auditoria sobre apoio institucional e atuação do MMA a favor da moratória.

A parlamentar argumenta que o pacto, de caráter privado, vem sendo tratado pelo governo federal como política pública, em desacordo com a legislação vigente.

“Não cabe ao Brasil aceitar pactos que prejudiquem justamente o setor que mais contribui para a economia nacional e para a segurança alimentar mundial”, disse Coronel Fernanda na sessão da comissão na quarta-feira.

Moratória da soja; entenda histórico

A moratória da soja é um pacto multissetorial firmado entre setor privado (tradings e compradores de grãos), organizações não governamentais e órgãos do governo, que prevê a não comercialização, o não financiamento ou a aquisição de soja produzida em áreas desmatadas na Amazônia após 22 de julho de 2008, data da aprovação do Código Florestal Brasileiro.

O pacto firmado em 2006 proíbe a compra de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008, mesmo quando o desmatamento ocorrer dentro dos limites estabelecidos pelo Código Florestal, que permite a supressão de até 20% da vegetação em propriedades no bioma.

A moratória gera discordância há anos entre produtores e tradings. Sojicultores elevaram o tom contra o pacto no último ano, com apoio de parlamentares, pedindo a suspensão da prática pela indústria e alegando que o acordo fere o Código Florestal Brasileiro e que tem indícios de prática de cartel. As indústrias processadoras e exportadoras de soja, porém, negam tais práticas.

O acordo é alvo de processo administrativo no âmbito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sob investigação de cartel. Já no Supremo Tribunal Federal (STF) tramitam quatro ações diretas de inconstitucionalidade contra leis estaduais que retiram incentivos de empresas signatárias da moratória da soja.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

CVC Corp registra prejuízo ajustado de R$ 63,1 milhões no 1º trimestre de 2026

A CVC Corp informou, nesta quarta-feira (13), prejuízo líquido ajustado de R$ 63,1 milhões no primeiro trimestre de 2026, ante lucro ajustado de R$ 24 milhões em igual período de 2025. Segundo a companhia, o resultado foi pressionado pelo cenário geopolítico mais instável, que afetou a demanda internacional por viagens, além do aumento das despesas financeiras. No operacional, o Ebitda ajustado somou R$ 93,7 milhões entre janeiro e março, queda de 10,5% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada recuou 3,2 pontos porcentuais, para 25,7%. Já a receita líquida avançou 0,8%, para R$ 365,1 milhões. A empresa informou que o agravamento dos conflitos no Oriente

Eneva registra lucro líquido de R$ 522,7 milhões no primeiro trimestre de 2026

A Eneva encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 522,7 milhões, alta de 36% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando havia registrado R$ 384,4 milhões. Os dados foram divulgados pela companhia nesta quarta-feira (13). No período, a empresa também ampliou a geração bruta de energia para 3.942 gigawatts-hora (GWh), mais de três vezes acima do verificado um ano antes. Segundo a companhia, o avanço operacional foi influenciado principalmente pelo despacho térmico no mérito ao longo de janeiro a março. Esse movimento elevou a geração das usinas e sustentou parte do crescimento dos indicadores financeiros no trimestre. O lucro antes

Comissão da Câmara aprova inclusão de procuradorias Federal e do Banco Central na direção da AGU

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (13), uma proposta que inclui a Procuradoria-Geral Federal e a Procuradoria-Geral do Banco Central entre os órgãos de direção superior da Advocacia-Geral da União (AGU). O texto também prevê que as carreiras de procurador federal e de procurador do Banco Central passem a integrar formalmente a estrutura da AGU. A medida foi aprovada na forma de substitutivo apresentado pelo relator, deputado Lafayette de Andrada (PL-MG), ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 337/17, de autoria do Poder Executivo, com alterações sugeridas pela antiga Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.

Enfermagem cobra no Congresso votação da PEC que fixa jornada de 36 horas

Representantes da enfermagem e parlamentares usaram a sessão solene pelo Dia Internacional da Enfermagem, realizada nesta quarta-feira (13), na Câmara dos Deputados, para cobrar a votação da Proposta de Emenda à Constituição 19/24. O texto prevê jornada de 36 horas semanais para a categoria e, segundo os participantes, busca assegurar a aplicação integral do piso salarial nacional. Até o momento, não foi informada uma data oficial para análise da proposta no Senado Federal. O debate concentrou-se na relação entre jornada de trabalho e remuneração. Autor do requerimento da sessão, o deputado Bruno Farias (Republicanos-MG) afirmou que há subutilização dos recursos destinados ao piso. Segundo ele,

Equatorial Energia fecha primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 607 milhões

A Equatorial Energia registrou lucro líquido de R$ 607 milhões no primeiro trimestre de 2026, informou a companhia nesta terça-feira (13). O valor representa recuo de 14% em relação aos R$ 706 milhões apurados no mesmo período de 2025. No trimestre, a empresa também reportou avanço de receita, Ebitda e investimentos, enquanto a despesa financeira aumentou. Desconsiderando ajustes, o lucro líquido somou R$ 359 milhões entre janeiro e março, queda de 23,6% na comparação anual. Pelo critério de “mesmos ativos”, o resultado ficou praticamente estável, com variação negativa de 0,3% ante os R$ 360 milhões registrados um ano antes. O Lucro Antes de Juros, Impostos,

Banco do Brasil fecha primeiro trimestre de 2026 com lucro ajustado de R$ 3,4 bilhões

O Banco do Brasil (BB) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (13). O resultado representa queda de 53,5% em relação ao mesmo período de 2025 e recuo de 40,2% ante o quarto trimestre do ano passado. O banco também informou redução do lucro contábil e do retorno sobre o patrimônio líquido no período. De acordo com o balanço, o lucro líquido contábil somou R$ 3,1 bilhões no intervalo entre janeiro e março, com queda de 54,4% na comparação anual. Já o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) ficou

Medida provisória autoriza subvenção federal para gasolina e diesel em 2026

O governo federal publicou nesta quarta-feira (13), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória (MP) nº 1.358/2026, que autoriza a concessão de subvenção econômica a produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo. A medida tem caráter extraordinário para o exercício financeiro de 2026 e foi justificada pelo Executivo como resposta ao choque no mercado internacional de energia ligado ao conflito no Oriente Médio. Pelo texto, a subvenção poderá equivaler aos tributos federais deduzidos do preço de venda praticado pelos agentes habilitados. No caso da gasolina, o limite corresponde a R$ 0,89 por litro, valor que reúne Programa de Integração

Positivo Tecnologia registra prejuízo líquido de R$ 12,3 milhões no primeiro trimestre

A Positivo Tecnologia informou, nesta quarta-feira (13), prejuízo líquido de R$ 12,3 milhões no primeiro trimestre de 2026. O valor representa recuo de 2,4% ante o resultado negativo apurado no mesmo período de 2025. No intervalo, a companhia apresentou avanço de receita e melhora operacional, enquanto o resultado financeiro ampliou a pressão sobre o balanço. Entre janeiro e março, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 69,7 milhões. O resultado ficou 31% acima do registrado um ano antes. A margem Ebitda atingiu 9,4%, com alta de 2 pontos porcentuais na comparação anual. Segundo a companhia, a expansão da margem foi

Juros futuros sobem com dados do varejo, medidas fiscais e ruído no cenário eleitoral

As taxas dos juros futuros fecharam em alta nesta quarta-feira (13), em um pregão marcado por pressão concentrada no cenário doméstico. Depois de abrirem com elevação inferior a 10 pontos-base, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) ganharam força ao longo da sessão com a divulgação de vendas no varejo acima do esperado, a retirada do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 e novos anúncios com impacto fiscal. No fechamento, o DI para janeiro de 2027 passou de 14,108% no ajuste anterior para 14,21%. O contrato para janeiro de 2029 subiu de 13,764% para 14,05%. Já o DI para janeiro de 2031

Frentes parlamentares criticam isenção de imposto para compras internacionais de até US$ 50

As frentes parlamentares pelo Brasil Competitivo (FPBC) e em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria (FPI) criticaram, nesta quarta-feira (13), a decisão do governo federal de zerar o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A mudança foi formalizada por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por portaria do Ministério da Fazenda. Segundo as duas frentes, a retirada da chamada “taxa das blusinhas” altera as condições de concorrência no varejo e na indústria nacional. O argumento apresentado é que empresas instaladas no Brasil continuam sujeitas à carga tributária interna e a custos operacionais