USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Safra de grãos no Amapá tem 19% de projeção de crescimento em 2025/26

Safra de grãos no Amapá tem 19% de projeção de crescimento em 2025/26

Projeções apontam aumento nas exportações brasileiras de milho, que devem passar de 46,5 milhões de toneladas.
Da Redação

O Amapá é um dos destaques nacionais na projeção de crescimento da safra de grãos de 2024/2025 para 2025/2026. De acordo com o primeiro levantamento do novo período, divulgado nesta terça, 14 de outubro, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa de crescimento no estado é de 19%. O avanço potencial é de 30 mil toneladas em 24/25 para 35,7 mil em 25/26.
No estado, as projeções indicam aumento na produtividade por hectare, que passaria de 2.143 quilos por hectare para 2.231 quilos, um aumento de 4,1%. As estimativas também apontam aumento na área destinada à produção de grãos no Amapá, de 14 mil hectares em 24/25 para 16 mil hectares em 25/26: 14,3%.
No detalhamento por tipo de produto, destaca-se no Amapá o milho, cuja safra deve passar de 1,9 mil toneladas em 24/25 para 2 mil em 25/26, uma alta projetada de 5,3%.

Veja as projeções para a safra nacional 2025/2026 em comparação com 2024/2025

 

NACIONAL – O primeiro levantamento da safra de grãos 2025/26 da Conab indica novo ciclo de crescimento para a agricultura nacional. A produção total está estimada em 354,7 milhões de toneladas de grãos, aumento de 0,8% em relação ao volume colhido no ciclo anterior, que foi o maior da série histórica, com 350,2 milhões de toneladas. A área a ser semeada também deve crescer 3,3%, e chegar a 84,4 milhões de hectares.
SOJA – De acordo com o levantamento, a soja segue como principal cultura do país, com estimativa de colheita de 177,6 milhões de toneladas, alta de 3,6% na área plantada e incremento sobre as 171,5 milhões de toneladas do ciclo 2024/25. As chuvas de setembro favoreceram o início do plantio, com 11,1% da área já semeada até o momento da pesquisa. Os maiores estados produtores, Mato Grosso e Paraná, nos primeiros 10 dias de outubro, registravam 18,9% e 31%, respectivamente, da área semeada.

Confira as projeções por regiões e estados para a safra 2025/2026

MILHO – O milho também deve registrar expansão. A área total pode alcançar 22,7 milhões de hectares, resultando em 138,6 milhões de toneladas nas três safras do grão. Apenas na primeira, o crescimento da área é estimado em 6,1%, com previsão de 25,6 milhões de toneladas colhidas. No Rio Grande do Sul, onde a semeadura tem início a partir do fim de agosto, em 11 de outubro já havia 83% da área semeada, 84% no Paraná e 72% em Santa Catarina. No Centro-Oeste e demais estados, o plantio ainda não foi iniciado.
ARROZ – Para o arroz, a Conab projeta redução de 5,6% na área cultivada, com produção estimada em 11,5 milhões de toneladas. Na região Sul, principal produtora, a fase é de preparo do solo e do plantio. No feijão, a tendência é de estabilidade, com 3 milhões de toneladas esperadas, somando as três safras. A área da primeira safra do grão deverá ter redução de 7,5% em comparação com o primeiro ciclo de 2024/25, com previsão de plantio em 840,4 mil hectares. A semeadura foi iniciada no Sudeste, com 100% da área semeada em São Paulo, e em andamento nos demais estados. Na Bahia, terceiro maior produtor da leguminosa, e nos demais estados, o plantio ainda não foi iniciado.
INVERNO – Entre as culturas de inverno, o trigo deve atingir 7,7 milhões de toneladas, queda de 2,4% em relação à safra anterior, reflexo da diminuição de 19,9% na área cultivada devido a condições climáticas menos favoráveis.
EXPORTAÇÕES — As projeções da Conab apontam aumento nas exportações de milho, que devem passar de 40 milhões para 46,5 milhões de toneladas em 2025/26. O consumo interno também deve crescer, de 90,5 milhões para 94,5 milhões de toneladas, impulsionado pela demanda do setor de etanol.
No caso da soja, o Brasil deve manter a liderança mundial nas exportações, com previsão de exportações superiores a 112 milhões de toneladas. O processamento interno também tende a crescer, podendo alcançar 59,56 milhões de toneladas em 2026, impulsionado pelo aumento da mistura de biodiesel e da alta demanda por proteína vegetal.
Mesmo com menor área plantada, o arroz deve apresentar boa oferta interna e expansão nas exportações, que podem chegar a 2,1 milhões de toneladas, frente a 1,6 milhão no ciclo anterior. Já as importações e o consumo no mercado doméstico deverão permanecer estáveis, em torno de 1,4 milhão de toneladas e 11 milhões de toneladas respectivamente.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Comissão da Câmara debate transplante de medula óssea no tratamento de câncer infantojuvenil

A Comissão Especial sobre Prevenção e Combate ao Câncer, AVC e Doenças do Coração da Câmara dos Deputados realiza, nesta quarta-feira (13), um debate sobre o transplante de medula óssea no tratamento de câncer em crianças e adolescentes. A audiência está marcada para as 14h30, no plenário 16, e foi solicitada pelo deputado Weliton Prado (Solidariedade-MG). Segundo a Câmara dos Deputados, a discussão foi proposta com base no avanço dos casos de câncer no país e na necessidade de ampliar o debate sobre diagnóstico e tratamento. Na justificativa do requerimento, Weliton Prado cita dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para afirmar que o câncer

Audiência na Câmara defende alíquota alta do Imposto Seletivo para cigarros

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados debateu, nesta quarta-feira (12), o controle do tabaco no Brasil e ouviu especialistas que defenderam uma alíquota elevada para o novo Imposto Seletivo (IS) sobre cigarros. O tributo, previsto na reforma tributária, começa a valer em 2027. Na audiência, participantes também pediram novo reajuste do preço mínimo do maço ainda em 2026. Hoje, o preço mínimo do cigarro em vigor no país é de R$ 7,50 por maço. Segundo participantes da audiência, o valor deveria estar próximo de R$ 12 para acompanhar a renda da população e reforçar a política de desestímulo ao consumo. O deputado

Estado brasileiro não se importa com redução de produtores de leite, diz Conseleite

Foto: Prefeitura Municipal de Aceguá/RS O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Rio Grande do Sul (Conseleite) enviou, nesta terça-feira (12), ofício ao governo federal cobrando medidas emergenciais e estreitamento do diálogo com o setor produtivo diante do avanço constante das importações de lácteos pelo Brasil. O documento foi endereçado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo o coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, o momento é de preocupação com o aumento das cargas vindas de países do Mercosul, em especial Argentina e Uruguai. O setor

MDA apresenta balanço do primeiro mês de gestão com foco em crédito, reforma agrária e mulheres rurais

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) apresentou, nesta terça-feira (12), as principais entregas do primeiro mês da gestão da ministra Fernanda Machiaveli. Em coletiva de imprensa, a pasta destacou medidas voltadas à renegociação de dívidas, reforma agrária, políticas para mulheres rurais, bioinsumos e assistência técnica, além de prioridades para os próximos meses. Entre os pontos centrais, o MDA ressaltou a reabertura do Desenrola Rural, voltado à renegociação e regularização de dívidas de agricultores familiares. Segundo Fernanda Machiaveli, no ano passado foram renegociadas dívidas de 500 mil agricultores familiares, somando R$ 23 bilhões em mais de 900 mil operações. De acordo com a

União Europeia retira Brasil de lista para exportação de produtos animais ao bloco

O governo brasileiro informou, nesta terça-feira (12), que recebeu a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco. Segundo nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a medida foi aprovada no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia e entrará em vigor em 3 de setembro de 2026. De acordo com o governo, a atualização da listagem foi votada nesta terça-feira (12) no âmbito da

BNDES detalha operação do Fundo Rio Doce e apresenta novas frentes de apoio em Mariana

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentou, na sexta-feira (8), em Mariana (MG), o funcionamento do Fundo Rio Doce durante evento com organizações sociais e comunidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão. Segundo o banco, as liberações para ações sob responsabilidade da União já alcançam aproximadamente R$ 2,2 bilhões. O encontro integrou a programação da Casa BNDES, iniciativa itinerante voltada à divulgação das frentes de atuação da instituição. O Fundo Rio Doce começou a operar em junho de 2025 e foi previsto no acordo de reparação assinado em 2024. Pelo novo arranjo, a Samarco deverá desembolsar mais R$ 100 bilhões em

Brasil exporta 3,122 milhões de sacas de café em abril, informa Cecafé

Os embarques brasileiros de café somaram 3,122 milhões de sacas de 60 quilos em abril de 2026, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (12) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa alta de 0,6% ante as 3,105 milhões de sacas registradas em abril de 2025. No mesmo comparativo, a receita cambial caiu 17,7%, de US$ 1,347 bilhão para US$ 1,109 bilhão. De acordo com o Cecafé, o avanço no volume embarcado está ligado à entrada de cafés da nova safra, principalmente canéforas, como conilon e robusta. Segundo Márcio Ferreira, presidente da entidade, parte desses grãos se somou a remanescentes da colheita

Fazenda defende ação coordenada contra lavagem de dinheiro em fintechs na Câmara

A subsecretária de fiscalização do Ministério da Fazenda, Andreia Costa Chaves, afirmou nesta terça-feira (12), na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, que a cooperação entre órgãos públicos é um dos principais instrumentos para desarticular o uso de fintechs pelo crime organizado. A discussão reuniu representantes da Fazenda, do Banco Central e da Polícia Civil do Distrito Federal para tratar de falhas de rastreabilidade, supervisão e comunicação de operações suspeitas. Ao detalhar a atuação integrada, Andreia Costa Chaves citou a Operação Carbono Oculto como exemplo de cooperação entre áreas de fiscalização e persecução penal. Segundo ela, a Receita Federal contribuiu com volume de

Petróleo sobe com tensões entre EUA e Irã e incerteza sobre Estreito de Ormuz

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (12), em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e à falta de definição sobre uma solução diplomática para o impasse no Estreito de Ormuz. O movimento refletiu a maior percepção de risco para o abastecimento global, em um momento em que agentes de mercado seguem atentos ao equilíbrio entre oferta e demanda de energia. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho avançou 4,19%, com ganho de US$ 4,11, e encerrou a US$ 102,18 por barril. Em Londres, na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para julho subiu 3,42%,

Comissão da Câmara aprova projeto que proíbe atividade empresarial de condenados por crime organizado

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (12), o Projeto de Lei 5649/25, que proíbe a atividade empresarial de donos e gestores de empresas utilizadas para a prática de crime organizado. Pela proposta, a inabilitação valerá por período igual ao da pena privativa de liberdade definida em sentença. O texto aprovado foi a versão apresentada pelo relator, deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), ao projeto de autoria do deputado Mário Negromonte Jr. (PSB-BA). Segundo a Câmara, a nova redação preserva os objetivos centrais da proposta. Além de vedar a atividade empresarial, o projeto estabelece impedimento para o exercício de cargo ou