O Aeroporto Internacional de Brasília passou a concentrar uma nova etapa de expansão comercial com apoio do programa Investe+ Aeroportos, do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). A iniciativa permite contratos mais longos para uso econômico de áreas aeroportuárias e abriu espaço para empreendimentos de lazer, comércio e logística no terminal da capital federal.
Segundo o MPor, o conjunto de projetos soma mais de R$ 1,1 bilhão em investimentos privados. O principal empreendimento em andamento é um shopping center dentro do complexo aeroportuário, com mais de 60 mil metros quadrados de área construída, mais de 130 lojas, academia de 3 mil metros quadrados, praça de alimentação, dez restaurantes e seis salas de cinema. A inauguração está prevista para segunda-feira (15 de setembro).
De acordo com o ministério, a obra já emprega cerca de 650 trabalhadores e a estimativa é de aproximadamente 2 mil empregos diretos após a abertura. O programa também viabilizou a extensão do prazo de exploração comercial desses ativos até 2067, o que, na avaliação do governo, aumenta a previsibilidade para investimentos de maior porte.
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Durante visita às obras nesta quarta-feira (13), o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o programa foi estruturado para ampliar negócios no entorno dos aeroportos e diversificar serviços. Já o diretor comercial da Inframerica, Rogério Coimbra, disse que a medida altera o uso tradicional do terminal ao incorporar atividades de convivência e serviços.
O ministério informou ainda que cerca de 60% da receita dos aeroportos brasileiros já vem de atividades comerciais, enquanto 40% têm origem em tarifas aeroportuárias. Para a diretora do Departamento de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias do MPor, Clarissa Barros, o fortalecimento das receitas acessórias tende a reduzir a pressão de custos sobre as passagens.
Além do shopping, o aeroporto deverá receber um clube com piscina de ondas, com investimento de R$ 450 milhões, e um Centro de Distribuição Logística, estimado em R$ 35 milhões. O projeto inclui ainda viveiro de espécies nativas do Cerrado e cerca de 3 mil mudas para paisagismo.
Pela modelagem apresentada pelo MPor, a ampliação do prazo contratual busca sustentar a diversificação de receitas dos aeroportos e servir de referência para novos projetos comerciais em outros terminais do país. O ministério não detalhou, até o momento, um cronograma nacional de expansão do programa além dos empreendimentos já anunciados.
Fonte: gov.br
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