O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) divulgou nesta quinta-feira (14) a 36ª edição do Boletim de Preços, com análise sobre os efeitos do mercado internacional de petróleo após mais de dois meses dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã e do fechamento do Estreito de Ormuz. Segundo a entidade, o ambiente externo manteve pressão sobre as cotações, mas os repasses no Brasil ocorreram em ritmo menor do que em outras regiões.
De acordo com o boletim, o petróleo manteve nível elevado em abril, com média mensal próxima de US$ 118 por barril. O instituto relaciona esse movimento à continuidade das tensões geopolíticas e às preocupações com segurança energética global.
No mercado brasileiro, o Ineep informa que os efeitos foram mais visíveis no diesel, por causa do peso do produto na logística e da dependência de importações. Ainda assim, houve perda de ritmo nas altas em comparação com março.
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Os dados apresentados pelo instituto mostram que o diesel, após subir 16,2% em março, avançou 5,1% em abril. A gasolina teve alta de 2,3%, depois de aumento de 4,6% no mês anterior. O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) subiu 3,2%, enquanto o etanol ficou estável no período.
Segundo o Ineep, a diferença entre o comportamento dos preços no Brasil e no exterior está associada a fatores da formação de preços e do abastecimento interno, além de medidas adotadas pelo governo federal e da atuação da Petrobras. O material, porém, não detalha no conteúdo divulgado os percentuais exatos de alta observados nos Estados Unidos, na União Europeia e na média global.
Na prática, o resultado indica menor intensidade de repasse ao consumidor brasileiro em abril, embora a pressão internacional ainda permaneça sobre combustíveis sensíveis à importação, especialmente o diesel e, com defasagem, o GLP.
A leitura técnica do boletim é de que o comportamento dos combustíveis no Brasil seguirá condicionado ao cenário geopolítico, ao preço internacional do petróleo e à política de abastecimento. Se o petróleo permanecer em patamar elevado, a tendência é de manutenção da pressão sobre os preços domésticos, ainda que com transmissão desigual entre os produtos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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