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Integração de dados sanitários é apontada como resposta às exigências da UE sobre antimicrobianos

Integração de dados sanitários é apontada como resposta às exigências da UE sobre antimicrobianos


A integração de dados sanitários, o reforço documental e auditorias nas propriedades habilitadas para exportação podem acelerar a adequação do Brasil às exigências da União Europeia (UE) sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. A avaliação foi apresentada nesta sexta-feira (15) por Valmir Rodrigues, CEO da MyTS, plataforma de gestão de rastreabilidade da cadeia produtiva. Segundo ele, o ponto central não é apenas o controle da produção, mas a capacidade de comprovar esse controle em padrão auditável.

Nesta semana, a UE retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal ao bloco. A decisão foi justificada pela avaliação de que as garantias apresentadas sobre o não uso de antimicrobianos proibidos para fins de crescimento ou rendimento animal foram consideradas insuficientes.

De acordo com Rodrigues, o Brasil já dispõe de instrumentos relevantes de controle, como a Guia de Trânsito Animal (GTA), a inspeção oficial, a habilitação de frigoríficos e protocolos voltados a mercados premium. O gargalo, segundo ele, está na integração dessas informações e na forma como elas são apresentadas às autoridades europeias.

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“O Brasil precisa comprovar, de forma mais clara e auditável, que os animais destinados à exportação para a UE não foram produzidos com antimicrobianos proibidos pelas regras europeias”, afirmou o executivo.

Rodrigues também disse que ampliar, de forma isolada, a identificação individual obrigatória para todo o rebanho nacional não resolveria a demanda europeia. Segundo ele, os animais destinados ao bloco já seguem exigências do Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov), mas a identificação, por si só, não comprova o histórico sanitário completo.

Na avaliação do CEO da MyTS, muitos produtores e frigoríficos já operam em padrão compatível com mercados internacionais. Ainda assim, as evidências documentais nem sempre estariam organizadas no formato exigido pela UE. Não foram detalhados, no conteúdo disponível, prazos oficiais para uma eventual revisão da decisão europeia.

A resposta mais rápida, segundo Rodrigues, seria concentrar investimentos na integração de registros sanitários, no controle por propriedades habilitadas e em auditorias mais robustas, com uso ampliado de sistemas já existentes. Esse modelo, de acordo com o executivo, pode oferecer base técnica e documental para eventual reavaliação das exigências do bloco europeu.

Fonte: Estadão Conteúdo

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