O dólar opera em alta no mercado à vista nesta sexta-feira (15), acompanhando a valorização global da moeda americana e o avanço dos rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos e da Europa. O movimento ocorre em meio à piora da percepção de risco internacional, com impasse nas negociações sobre o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, além da alta do petróleo, que reforça preocupações com inflação e juros nos EUA.
Por volta da manhã, o dólar à vista renovava a máxima intradiária a R$ 5,0536, com avanço de 1,35%. O fluxo reflete uma busca global por ativos considerados mais seguros, ao mesmo tempo em que os juros dos Treasuries sobem e elevam a atratividade da moeda americana.
No exterior, a escalada do petróleo voltou ao centro das atenções. A elevação da commodity aumenta o risco de pressão inflacionária em economias centrais e sustenta apostas de uma possível manutenção de juros altos nos Estados Unidos até o fim do ano. Nesse ambiente, moedas de países emergentes tendem a perder força frente ao dólar.
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O noticiário geopolítico também segue no radar. No Irã, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que as negociações mediadas pelo Paquistão continuam difíceis. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Teerã precisa assumir compromisso “real” de abandonar o programa nuclear e disse ter tratado do tema com o presidente da China, Xi Jinping.
No Brasil, investidores reagiram ainda ao resultado do setor de serviços. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou queda de 1,2% em março ante fevereiro. O número ficou abaixo do intervalo das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast, que ia de recuo de 0,6% a alta de 0,6%. Na comparação com março de 2025, porém, o setor avançou 3%.
A combinação entre petróleo mais caro, juros longos em alta e incerteza geopolítica mantém o câmbio sensível no curto prazo. Para empresas expostas a importações, combustíveis e insumos dolarizados, o movimento exige atenção redobrada à volatilidade externa e aos próximos indicadores de inflação e atividade nos Estados Unidos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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