As tecnologias voltadas à mitigação de gases de efeito estufa (GEE) na cadeia leiteira do Rio Grande do Sul foram tema de um painel realizado na manhã desta sexta-feira (15), na Fenasul Expoleite 2026, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A atividade integrou a programação técnica da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e reuniu pesquisadores, produtores, técnicos e representantes de empresas.
Com o tema “Tecnologias para mitigação de gases do efeito estufa na cadeia leiteira”, o encontro foi coordenado por Jackson Brilhante, engenheiro florestal e responsável pelo Plano ABC+RS na Seapi. Segundo ele, o setor leiteiro tem relevância estratégica para o avanço de sistemas de baixa emissão de carbono no estado, em razão do peso econômico da atividade e do potencial de adoção de práticas mais eficientes.
Entre as alternativas apresentadas, os biodigestores foram apontados como ferramenta para o tratamento de resíduos orgânicos, com potencial de reduzir emissões e gerar subprodutos. O processo também permite a produção de biodigestato, utilizado como biofertilizante em pastagens e lavouras.
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O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Clima Temperado Rodrigo Nicoloso destacou que a reciclagem de dejetos pode reduzir custos e melhorar o aproveitamento agronômico dos resíduos. “Os fertilizantes representam de 40% a 60% do custo de produção de grãos. Então, faz todo sentido utilizar esses dejetos como adubos”, afirmou.
Pesquisadoras da Universidade do Vale do Taquari (Univates) apresentaram um projeto com dados sobre resíduos animais, industriais e urbanos voltados à produção de biogás. Já a Lactalis Brasil mostrou o programa “Leite Baixo Carbono”, que inclui medidas ligadas ao bem-estar animal e ao manejo.
No estudo de caso apresentado no painel, o produtor Jean Trevisan, de Farroupilha, relatou o uso de biogás para aquecimento térmico e geração de energia elétrica em uma fazenda com cerca de mil vacas leiteiras. Segundo ele, aproximadamente 30% da energia consumida na propriedade já vem dos resíduos dos animais.
A discussão técnica indicou que a redução de emissões na cadeia leiteira depende da combinação entre manejo de dejetos, eficiência produtiva, geração de bioenergia e uso de insumos orgânicos. Segundo os participantes, a ampliação dessas tecnologias tende a depender de assistência técnica, investimento e integração com políticas públicas como o Plano ABC+RS.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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