USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Raiva bovina acende alerta em Santa Catarina, mas casos seguem abaixo dos registrados nos últimos anos

Raiva bovina acende alerta em Santa Catarina, mas casos seguem abaixo dos registrados nos últimos anos


Foto: Divulgação.

O estado de Santa Catarina registrou 27 casos confirmados de raiva bovina em 2026, segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). Embora a doença esteja presente em diferentes regiões do estado, o número de ocorrências permanece abaixo do registrado nos dois anos anteriores.

A orientação do órgão é que produtores mantenham a vacinação dos rebanhos, comuniquem imediatamente qualquer suspeita da doença e informem a presença de morcegos hematófagos, principais transmissores do vírus para os herbívoros.

Casos permanecem dentro da série recente

De acordo com a presidente da Cidasc, Celles de Matos, os registros deste ano precisam ser analisados dentro do histórico da doença no estado.

“São 27 casos no ano de 2026 em bovinos e tivemos também casos em morcegos que foram capturados e analisados. No ano de 2024, foram 67 casos. Em 2025, 47 casos. Então, a gente está dentro de uma normalidade. São 27 casos no ano inteiro até agora no estado inteiro”, afirma. Segundo o órgão, os focos da doença estão distribuídos em diferentes regiões catarinenses, como norte, sul, extremo oeste e na região do Vale do Itajaí.

Vírus circula na fauna silvestre

Matos explica que o vírus da raiva está presente na fauna brasileira e que isso faz parte da epidemiologia da doença. “O Brasil não é livre do vírus da raiva. Ele existe nos animais silvestres. Tem o morcego hematófago, que se alimenta de sangue e é portador, mas espécies silvestres também são portadoras desse vírus, como raposas, saguis, quatis e gambás.”

Ela ressalta que a presença desses animais não significa, por si só, risco imediato para a população. “Não é porque tem um gambá que ele tem raiva. Ele pode ser portador sem ser transmissor da doença”, destaca.

Quando acionar a Cidasc?

A recomendação é que os produtores procurem a Cidasc sempre que identificarem ataques de morcegos hematófagos ou animais com sinais compatíveis com a doença.

Entre os principais sintomas estão:

  • isolamento do rebanho;
  • alteração de comportamento;
  • andar cambaleante;
  • salivação excessiva;
  • paralisia progressiva, principalmente dos membros posteriores.

Matos ressalta que a comunicação rápida permite que o serviço veterinário oficial investigue a ocorrência e adote as medidas sanitárias necessárias. “Quando há algum sinal nervoso nos animais de produção, como andar tonto, cambalear, depois ele deita, não consegue mais caminhar, saliva muito, baba muito, deve-se chamar imediatamente a Cidasc”, detalha. O atendimento não gera nenhum custo para o produtor.

Vacinação é a principal medida de prevenção

A Cidasc reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção da raiva dos herbívoros. A orientação é vacinar bovinos, equinos, ovinos e caprinos conforme o esquema indicado pelo serviço veterinário oficial.

Em regiões com circulação do vírus, a recomendação é aplicar a primeira dose, fazer reforço após 30 dias e manter revacinações a cada 180 dias. Rebanhos com vacinação anual devem antecipar o reforço para seis meses.

A presidente da companhia também orienta os produtores a observarem sinais de mordidas provocadas por morcegos hematófagos. “A gente recomenda sempre a vacinação, vacinar os animais, os bovinos e os equinos a partir dos três meses de vida e sempre que houver observação de sugadura de sangue nos animais, chamar a Cidasc para ver se há alguma colônia de morcegos na imediação e fazer esse controle”, finaliza.

O post Raiva bovina acende alerta em Santa Catarina, mas casos seguem abaixo dos registrados nos últimos anos apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Sertão Vivo avança para execução com R$ 1,025 bilhão no Semiárido

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) realizam nesta semana, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília, o 1º Fórum de Transparência e Orientação da Iniciativa Sertão Vivo. O encontro, encerrado nesta quinta-feira (6), marca a passagem da fase de contratação para a execução das ações nos territórios do Semiárido. A iniciativa soma R$ 1,025 bilhão em contratos e prevê atender 250 mil famílias rurais, o equivalente a cerca de 1 milhão de pessoas. O programa combina recursos reembolsáveis e não reembolsáveis para financiar ações de adaptação climática e enfrentamento da

Receita com exportação de carne bovina dos EUA sobe 3% em junho

As exportações de carne bovina dos Estados Unidos somaram US$ 790,10 milhões em junho, alta de 3% na comparação anual, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) compilados pela Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF). No período, o volume embarcado caiu 6%, para 88,59 mil toneladas. Os dados mostram que a valorização da carne bovina norte-americana sustentou o avanço da receita mesmo com menor volume exportado. No acumulado do primeiro semestre de 2026, os embarques da proteína totalizaram 545,65 mil toneladas, queda de 9% frente ao mesmo período do ano passado. O faturamento semestral recuou 4%, para US$ 4,74 bilhões.

Veto ao PL dos Safristas mantém impasse sobre contratação no campo

O veto integral ao Projeto de Lei 715/2023, conhecido como PL dos Safristas, manteve em aberto uma das principais pautas trabalhistas defendidas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A proposta buscava permitir a formalização do trabalho temporário no campo sem a perda imediata de benefícios sociais, em um cenário de dificuldade para contratação de mão de obra durante as safras. Apresentado em fevereiro de 2023 pelo deputado Zé Vitor (PL-MG), o texto foi construído para conciliar o contrato de trabalho por safra com a manutenção do acesso a programas sociais, como o Bolsa Família. Segundo o parlamentar, a proposta buscava incentivar a formalização do trabalho

Exportações aquecidas e oferta ajustada sustentam boi gordo em 2026

Foto: Freepik Os mercados do boi gordo e da carne bovina seguiram relativamente firmes nos sete primeiros meses de 2026. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho foi sustentado pela combinação de exportações aquecidas, oferta relativamente ajustada de animais terminados e valorização da reposição, mesmo em um cenário de consumo doméstico moderado. De acordo com o Cepea, o câmbio em patamar favorável reforçou a competitividade da carne bovina brasileira no mercado internacional. A demanda externa, por sua vez, ajudou a compensar a menor força do consumo interno, ainda pressionado pela perda do poder de compra das famílias. Veja em primeira

Boi gordo: oferta curta sustenta alta nos preços; confira os números

Foto: Leandro Barbero/arquivo pessoal O mercado físico do boi gordo segue com escalas de abate encurtadas em grande parte do país, cenário que tem levado a indústria frigorífica a adotar uma postura mais agressiva na compra de animais. A menor disponibilidade de gado pronto para o abate é apontada como o principal fator para a expectativa de valorização dos preços no curtíssimo prazo. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! No mercado interno, a expectativa é de avanço nos preços da carne bovina no atacado, com a combinação da entrada dos salários na economia

Lula sanciona MP do Frete e veta anistia a caminhoneiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (5) a Medida Provisória do Frete, em cerimônia com lideranças da categoria no Palácio do Planalto. A medida busca endurecer as regras do transporte de cargas e fortalecer o cumprimento do piso dos caminhoneiros. Lula também vetou o trecho que previa anistia a motoristas que participaram de manifestações após a eleição presidencial. Durante o evento, Lula afirmou que a efetividade da nova legislação dependerá da fiscalização por parte dos beneficiados. Segundo o presidente, é preciso acompanhar a aplicação das regras e denunciar eventuais descumprimentos para que as mudanças tenham efeito prático. Em discurso, Lula disse

TCU aprova acordo para converter suspensão de atividades em multas no agro

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (5), em Brasília, uma proposta de solução consensual para controvérsias envolvendo atividades agropecuárias de 379 empresas e pessoas físicas dos setores de carnes e laticínios. O acordo prevê a conversão de penas de suspensão de atividade em multas pecuniárias, reduzindo a severidade das sanções em processos ligados ao período da pandemia de covid-19. Segundo o relator, ministro Jhonatan de Jesus, a adesão será voluntária e definitiva. Nesse modelo, o aderente quita integralmente o débito e desiste das ações judiciais apresentadas. A arrecadação estimada com a medida é de R$ 32 milhões. O passivo decorre de

‘Cardápio Forrageiro’ orienta escolha de plantas resistentes para a pecuária no Semiárido baiano

Foto: Daniel Fagundes/Trilux Produzir carne e leite no Semiárido brasileiro é um dos maiores desafios da pecuária nacional. Em grande parte da Bahia, do Nordeste e do Norte de Minas Gerais, produtores rurais convivem com períodos que podem chegar a nove meses sem chuva. A estiagem prolongada reduz a oferta de pastagens, eleva os custos com a alimentação de bovinos, ovinos e caprinos e compromete a produtividade das propriedades. Nesse cenário, as forrageiras, plantas destinadas à alimentação dos rebanhos, tornam-se estratégicas para garantir alimento durante todo o ano. Para enfrentar esse desafio, o Sistema CNA, o Instituto CNA e o Senar lançaram, em 2017, o

CNA apresenta Projeto Forrageiras e centros do Senar a jornalistas na Bahia

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do Instituto CNA, levou 16 jornalistas do Brasil e do exterior para uma programação técnica na Bahia voltada ao Projeto Forrageiras para o Semiárido e a centros de capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). As visitas ocorreram entre domingo (2) e segunda-feira (3), em Miguel Calmon e Feira de Santana. Na segunda-feira (3), o grupo participou, em Salvador, do lançamento do Rally Forrageiras para o Semiárido. A iniciativa foi apresentada como uma ação para disseminar conhecimento e entregar tecnologias testadas por anos de pesquisa a produtores rurais dos estados do Nordeste e

Boi gordo: oferta restrita mantém mercado firme, diz Cepea

Foto: Plínio Queiroz/divulgação O mercado pecuário iniciou a semana com preços firmes, confirmando o movimento observado nos últimos dias. De acordo com o Cepea, vários negócios foram fechados nos mesmos patamares reajustados na semana passada, enquanto uma parcela menor registrou novos aumentos. Apesar da sustentação das cotações, o ritmo das negociações foi lento. O cenário continuou marcado pela oferta restrita de animais prontos para abate, com compradores e vendedores adotando postura cautelosa à espera de uma melhor definição do mercado. Parte da indústria também mantém expectativa de melhora no escoamento da carne com a proximidade do Dia dos Pais. Veja em primeira mão tudo sobre