O mercado físico do boi gordo experimentou acomodação dos preços nesta segunda-feira (21). Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, ainda são relatadas negociações acima da referência média.
Isso ocorre por conta da posição menos confortável das escalas de abate em frigoríficos de menor porte. “Para os de maior porte, o cenário é de maior conforto, dada a incidência de animais de parceria, somado a utilização dos confinamentos próprios”, disse.
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O especialista ressalta que o dia foi pautado pela declaração do presidente Lula sobre o Brasil passar a ter acesso às cotas não utilizadas pelo Uruguai (salvaguarda chinesa). “De qualquer forma, ainda restam muitas dúvidas a respeito, como qual seria o volume e, principalmente, se haverá anuência chinesa para esse caso.”
Média da arroba do boi gordo
- São Paulo: R$ 355,33 — na sexta: R$ 354,71
- Goiás: R$ 344,64 — na sexta: R$ 343,89
- Minas Gerais: R$ 340,88 — na sexta: R$ 340,53
- Mato Grosso do Sul: R$ 348,84 — na sexta: R$ 348,55
- Mato Grosso: R$ 332,76 — na sexta: R$ 332,12
Mercado atacadista
O mercado atacadista inicia a semana também com preços acomodados, em um ambiente que oferece pouco espaço para novos reajustes no curto prazo.
“A semana não apresenta fatores relevantes de estímulo ao consumo e a carne bovina continua perdendo competitividade para as proteínas concorrentes, especialmente para os cortes de frango”, ressalta Iglesias.
- Quarto dianteiro: R$ 20,50 por quilo
- Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo
- Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,74%, sendo negociado a R$ 5,1069 para a venda e a R$ 5,1049 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1024 e a máxima de R$ 5,1379.
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