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Boi gordo segue em queda com aumento da oferta de fêmeas e consumo fraco de carne

Boi gordo segue em queda com aumento da oferta de fêmeas e consumo fraco de carne


Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

O mercado do boi gordo encerrou a quinta-feira (14) com negociações mais lentas e sem pressão imediata de compra ou venda nas principais praças pecuárias do país. Segundo dados do Cepea/Esalq-USP, o indicador do boi gordo fechou cotado a R$ 344,60 por arroba, com queda diária de 0,40% e recuo acumulado de 2,78% no mês.

O cenário reflete um mercado mais cauteloso, com produtores retraídos nas negociações e frigoríficos operando com escalas de abate consideradas confortáveis em diversas regiões.

Na B3, o contrato futuro do boi gordo para maio também registrou baixa, encerrando o dia em R$ 338,30 por arroba, com desvalorização de 0,35%.

Oferta elevada de fêmeas pressiona preços

Em Mato Grosso do Sul, principalmente na região de Três Lagoas, o mercado segue abastecido, com frigoríficos trabalhando com escalas próximas de uma semana ou mais. Os preços do boi gordo variam entre R$ 335 e R$ 345 por arroba.

Já em Mato Grosso, na região de Rondonópolis, a maior disponibilidade de fêmeas continua pressionando o mercado, embora os preços do boi permaneçam relativamente estáveis, oscilando entre R$ 340 e R$ 350 por arroba. As escalas de abate também giram em torno de sete dias.

Na região de Colíder (MT), o fim do período chuvoso aumentou a oferta de animais terminados, o que provocou recuo de R$ 5 no preço das fêmeas. A vaca foi negociada, em média, a R$ 313,34 por arroba, enquanto o boi gordo teve média de R$ 341,79 por arroba.

O movimento se repetiu em Goiás. Em Rio Verde, a entrada maior de fêmeas resultou em queda de R$ 10 no valor pago pela categoria. O boi gordo, por outro lado, permaneceu estável frente aos últimos dias. A vaca ficou cotada, em média, a R$ 300,53 por arroba, e o boi gordo a R$ 321,78 por arroba.

Consumo de carne limita reação do mercado

Segundo relatos do setor, o consumo de carne bovina segue enfraquecido em importantes mercados consumidores, como Rio Grande do Sul e Cuiabá. Esse cenário reduz o apetite dos frigoríficos, que preferem trabalhar com escalas já preenchidas antes de avançar em novas compras.

Além disso, a maior oferta de fêmeas no mercado continua ajudando a alongar as escalas de abate, o que limita uma reação mais consistente nos preços da arroba no curto prazo.

De acordo com os dados do Cepea, o indicador do bezerro em Mato Grosso do Sul fechou o dia em R$ 3.430,49/cabeça, com alta de 0,10% no dia e valorização de 0,64% no mês. Já o boi magro em São Paulo foi cotado a R$ 4.364,70/cabeça, acumulando queda mensal de 1,10%.

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