O mercado físico do boi gordo apresenta movimentos mais moderados de alta nesta terça-feira (20), mas a oferta restrita de animais continua sustentando as cotações nas principais regiões produtoras. Apesar da menor intensidade dos reajustes, as escalas de abate não apresentam evolução e permanecem concentradas entre cinco e seis dias úteis na maioria das praças pesquisadas.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o cenário mantém os frigoríficos ativos nas compras e ainda permite avanços pontuais nos preços, principalmente nas regiões com menor disponibilidade de boiadas.
Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi gordo ficou em R$ 384,13, na modalidade a prazo. Já em Goiás, a cotação média foi de R$ 369,46. Em Minas Gerais, o preço médio chegou a R$ 375,29, enquanto no Mato Grosso do Sul a arroba foi indicada a R$ 372,95. Já no Mato Grosso, a referência ficou em R$ 357,09.
Carne bovina tem reajustes pontuais no atacado
No mercado atacadista de carne bovina, os preços registraram altas pontuais nesta terça-feira. Em São Paulo, o quarto dianteiro avançou R$ 0,30 por quilo, passando a ser negociado a R$ 22,30. O quarto traseiro permaneceu cotado a R$ 29,50 por quilo, enquanto a ponta de agulha subiu R$ 0,25, alcançando R$ 20,75 por quilo.
Apesar dos reajustes, a expectativa é de maior acomodação da demanda durante a segunda quinzena do mês. O período costuma apresentar menor apelo ao consumo, além de redução dos efeitos associados à entrada dos salários na economia.
De acordo com Iglesias, a carne bovina também enfrenta forte concorrência das carnes de frango e suína, fator que limita movimentos mais expressivos de valorização no atacado.
Dólar encerra em queda
No mercado cambial, o dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,57%, cotado a R$ 5,0177 para venda e R$ 5,0147 para compra.
Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0046 e a máxima de R$ 5,0441.
















