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Dólar fecha a R$ 5,06 com queda do petróleo e cautela no mercado

Dólar fecha a R$ 5,06 com queda do petróleo e cautela no mercado


O dólar à vista subiu 0,67% frente ao real nesta quarta-feira (27) e encerrou o dia cotado a R$ 5,0609, maior valor de fechamento desde o último dia 19. O movimento ocorreu em um ambiente de fortalecimento global da moeda norte-americana, queda dos preços do petróleo e aumento da cautela dos investidores com o cenário externo e doméstico. No mês, a moeda acumula alta de 2,18%.

Ao longo da sessão, o dólar operou em alta desde a abertura e atingiu máxima de R$ 5,0709. No ano, as perdas da moeda norte-americana frente ao real diminuíram para 7,80%, após já terem superado 10% quando a cotação ficou abaixo de R$ 4,90.

Entre os fatores do dia, o mercado reagiu a sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que poderiam resultar na normalização do tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz. Nesse contexto, o contrato do petróleo Brent para agosto caiu 4,57% e fechou a US$ 92,25 por barril.

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Segundo operadores e analistas citados pelo mercado, a combinação entre queda do petróleo, redução de fluxo para emergentes, saída de capital estrangeiro da bolsa doméstica e ajustes típicos de fim de mês pressionou o real. O estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, afirmou que a perda de fôlego da moeda brasileira ocorre em um momento de diminuição dos fluxos para mercados emergentes. Já a economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli, destacou o peso das rolagens de posições e da demanda por proteção cambial neste fim de mês.

O índice DXY, que mede o comportamento do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, operou perto da estabilidade, acima de 99,100 pontos à tarde. Investidores também aguardam, para esta quinta-feira (28), a segunda leitura do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos no primeiro trimestre e o índice de preços de gastos com consumo (PCE) de abril.

Para o agronegócio, a variação cambial é um componente relevante na formação de preços de exportação, como soja, milho, café, açúcar e carnes, além de afetar custos de fertilizantes, defensivos e outros insumos atrelados ao mercado externo.

No curto prazo, a direção do câmbio deve continuar sensível aos desdobramentos no Oriente Médio, aos indicadores de inflação e atividade dos Estados Unidos e ao fluxo financeiro para mercados emergentes. Sem novos dados sobre comércio agropecuário nesta sessão, não é possível medir de forma isolada o efeito imediato da alta do dólar sobre cada cadeia produtiva.

Fonte: Estadão Conteúdo

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