O mercado físico do boi gordo começou a semana em ritmo lento, marcado por baixa liquidez, poucos negócios e predominância de estabilidade nos preços. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), algumas praças registraram quedas pontuais nas cotações, influenciadas principalmente pelo avanço do frio e pelo aumento da oferta de animais.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
De acordo com o levantamento, o clima mais ameno já começa a impactar a dinâmica pecuária, especialmente em regiões onde as baixas temperaturas prejudicam as pastagens. Esse movimento tem levado produtores a anteciparem a venda dos animais, elevando a disponibilidade no mercado.
Paraná
No noroeste do Paraná, onde as temperaturas mínimas ficaram abaixo de 6°C em alguns municípios, houve recuo de R$ 5 tanto para machos quanto para fêmeas.
A maior oferta também contribuiu para alongar as escalas de abate, que já avançam para a segunda semana de junho. Na região, o boi gordo foi negociado entre R$ 335 e R$ 345 por arroba.
Mato Grosso
Em Cáceres, muitos compradores já operam com escalas entre sete e 11 dias, o que permitiu que parte da indústria se afastasse momentaneamente das negociações. O resultado foi uma segunda-feira de baixa liquidez e preços estáveis.
As negociações na região ocorreram entre R$ 345 e R$ 350 por arroba, com boa oferta de animais disponíveis.
Já em Colíder, o mercado registrou quedas pontuais de R$ 5 no boi gordo. Os negócios ficaram entre R$ 340 e R$ 350 por arroba, enquanto as escalas de abate chegaram a 14 dias.
Segundo colaboradores locais do Cepea, a maior disponibilidade de animais também está relacionada às condições climáticas.
São Paulo
Em São Paulo, o mercado permaneceu em compasso de espera, com poucos negócios realizados ao longo do dia.
Indicadores do Cepea em queda
Os dados divulgados pelo Cepea nesta segunda-feira (11) mostram recuo diário no indicador do boi gordo Cepea/Esalq, que caiu 0,92%, fechando em R$ 349,30 por arroba. No acumulado do mês, a baixa é de 1,45%.
Já o contrato futuro do boi gordo na B3 para maio de 2026 avançou 1,20% no dia, cotado a R$ 346,00 por arroba, acumulando alta de 1,47% no mês.
No mercado de reposição, o indicador do bezerro em Mato Grosso do Sul ficou em R$ 3.422,29 por cabeça, com leve queda diária de 0,08%, mas alta acumulada de 0,40% em maio.
O boi magro em São Paulo encerrou o dia cotado a R$ 4.414,07 por cabeça, com queda de 0,36% no dia e leve avanço de 0,02% no mês.
Entre os cortes no atacado paulista, a carcaça casada do boi gordo ficou em R$ 25,43 por quilo, recuo diário de 0,16% e queda acumulada de 0,47% no mês. Já a carcaça casada da fêmea foi negociada a R$ 23,30 por quilo, com baixa de 0,30% no dia e de 0,94% no acumulado mensal.
O post Frio aumenta oferta de gado e pressiona preços do boi gordo apareceu primeiro em Canal Rural.

















