Os juros futuros operavam em alta em toda a curva na manhã desta terça-feira (12), em reação à valorização do petróleo no mercado internacional, ao avanço do dólar e à elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. No Brasil, os agentes também repercutem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que subiu 0,67% no mês e 4,39% em 12 meses, em linha com as projeções medianas do mercado.
No início do dia, o movimento de alta atingia os principais vencimentos dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI). Às 9h30, o DI para janeiro de 2027 subia para 14,165%, ante 14,108% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 avançava de 13,689% para 13,800%, enquanto o DI para janeiro de 2031 ia de 13,763% para 13,855%.
A leitura do mercado é de que a disparada do petróleo amplia o risco de pressões inflacionárias, especialmente por seus efeitos sobre combustíveis, fretes e custos de produção. Esse ambiente tende a reforçar a cautela dos investidores com a trajetória dos juros, tanto no Brasil quanto no exterior.
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No cenário internacional, o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos também ficou próximo do esperado. Segundo os dados informados ao mercado, houve alta de 0,6% em abril na margem e de 3,8% na comparação anual, acima da previsão de 3,7%. O núcleo do indicador avançou 0,4% no mês. Não há, no conteúdo disponível, detalhamento adicional da fonte oficial nem abertura completa dos componentes do núcleo.
Com IPCA doméstico dentro do previsto, a reação da curva brasileira indica que o foco do mercado segue concentrado no ambiente externo, no câmbio e no comportamento das commodities energéticas. Se esses fatores permanecerem pressionados, a tendência técnica é de manutenção da volatilidade nos contratos de juros ao longo do pregão.
No curto prazo, a dinâmica dos DIs deve continuar sensível aos preços do petróleo, ao dólar e aos indicadores de inflação dos Estados Unidos, fatores que influenciam a percepção sobre custo de crédito, financiamento e decisões de investimento no Brasil.
Fonte: Estadão Conteúdo
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