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Petrobras projeta QAV com 5% de renováveis até o fim de 2026

Petrobras projeta QAV com 5% de renováveis até o fim de 2026


A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta segunda-feira (18) que a companhia trabalha para produzir querosene de aviação (QAV) com até 5% de conteúdo renovável até o fim de 2026. A declaração foi feita durante evento na Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, onde a estatal também anunciou R$ 37 bilhões em investimentos no estado até 2030. Segundo a executiva, a iniciativa faz parte da estratégia de descarbonização do setor aéreo.

De acordo com Magda Chambriard, a Petrobras pretende avançar na produção de combustível sustentável de aviação, o SAF, em mistura ao QAV fóssil tradicional. Na fala pública, a presidente da estatal disse que a companhia busca cumprir a legislação internacional que deverá ampliar as exigências para uso de combustíveis com menor emissão de carbono na aviação.

No evento, a Petrobras informou que os R$ 37 bilhões previstos para São Paulo serão destinados a projetos de refino e biorrefino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia sustentável. Desse total, R$ 17 bilhões serão aplicados em refino. A Replan receberá R$ 6 bilhões até 2030.

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Segundo a companhia, a refinaria de Paulínia tem peso relevante no abastecimento nacional de derivados e deverá invadir posição central na ampliação da oferta de combustíveis de menor intensidade de carbono. O anúncio, no entanto, não trouxe detalhes sobre o volume previsto de produção de SAF, as matérias-primas renováveis que serão utilizadas, o cronograma operacional da mistura ou os parâmetros regulatórios pendentes.

Para o setor produtivo, o tema é acompanhado porque projetos de biorrefino e combustíveis renováveis podem abrir demanda para cadeias industriais ligadas à bioenergia e a insumos de origem renovável. No material divulgado até o momento, porém, a Petrobras não especificou quais segmentos fornecedores poderão ser diretamente beneficiados nem o impacto potencial sobre preços, oferta ou contratos.

A sinalização da Petrobras reforça o avanço da agenda de descarbonização nos combustíveis, mas os efeitos práticos para cadeias agroindustriais e de bioenergia ainda dependem de definições sobre regulação, escala de produção e origem da matéria-prima renovável. Sem esses dados, não é possível dimensionar com precisão o alcance do projeto.

Fonte: Estadão Conteúdo

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