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Vendas do varejo paulista recuam 7,5% em fevereiro, aponta FecomercioSP

Vendas do varejo paulista recuam 7,5% em fevereiro, aponta FecomercioSP


As vendas do comércio varejista no Estado de São Paulo caíram 7,5% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), divulgada nesta sexta-feira (15) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz/SP). O faturamento real somou R$ 110,1 bilhões.

De acordo com a FecomercioSP, o resultado representa uma perda real de R$ 8,9 bilhões frente a fevereiro do ano passado e figura entre os mais fracos da série histórica para o mês. No primeiro bimestre, a retração acumulada foi de 5,4%, o equivalente a R$ 13,1 bilhões a menos que no mesmo período de 2025.

No acumulado de 12 meses, porém, o varejo ainda registra alta de 1,8%. Para a entidade, esse dado indica que a desaceleração é mais recente e concentrada nos últimos meses.

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A pesquisa mostra queda em oito atividades. As maiores baixas ocorreram em eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-23,2%); móveis e decoração (-13,9%); materiais de construção (-13,1%); outras atividades (-12,4%); autopeças e acessórios (-9,9%); concessionárias de veículos (-5,7%); supermercados (-3,5%); e vestuário, tecidos e calçados (-3,4%). Farmácias e perfumarias ficaram estáveis.

Na avaliação técnica da FecomercioSP, a base de comparação elevada, os juros altos e o custo do crédito ajudaram a reduzir o consumo, sobretudo nos segmentos de bens duráveis. A entidade também atribui parte do recuo ao efeito calendário, já que o carnaval ocorreu em fevereiro neste ano, com redução de dias úteis, enquanto em 2025 a data caiu em março.

Segundo os técnicos da federação, o comportamento mais estável de supermercados e farmácias sugere priorização do consumo essencial e ajuste do orçamento das famílias diante da menor capacidade de compra.

O desempenho dos próximos meses deve depender da evolução do crédito, do custo financeiro e do ritmo de consumo das famílias. O levantamento não traz projeção numérica para o restante do ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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