A inflação oficial do país ficou em 0,67% em abril, abaixo da taxa de 0,88% registrada em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (12). Apesar da desaceleração mensal, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 2,60% no primeiro quadrimestre e de 4,39% nos últimos 12 meses. Os principais vetores do mês foram os grupos alimentos e bebidas, com alta de 1,34%, e saúde e cuidados pessoais, com avanço de 1,16%.
No grupo alimentos e bebidas, a contribuição foi de 0,29 ponto percentual para o índice de abril. A alimentação no domicílio subiu 1,64%, puxada por cenoura (26,63%), leite longa vida (13,66%), cebola (11,76%), tomate (6,13%) e carnes (1,59%). Em sentido oposto, café moído recuou 2,30% e frango em pedaços caiu 2,14%.
Segundo José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, a restrição de oferta de alguns alimentos ajudou a sustentar a alta de preços. No caso do leite, ele apontou o período mais seco, com redução de pastagens e maior uso de ração, o que eleva o custo de produção. O técnico também destacou o repasse do frete, influenciado pelos combustíveis.
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Em saúde e cuidados pessoais, os produtos farmacêuticos avançaram 1,77%, após a autorização de reajuste de até 3,81% nos medicamentos a partir de terça-feira (1º). Artigos de higiene pessoal subiram 1,57%.
Nos transportes, houve desaceleração de 1,64% em março para 0,06% em abril, com queda de 14,45% nas passagens aéreas. Ainda assim, os combustíveis subiram 1,80%. A gasolina avançou 1,86% e teve o maior impacto individual no IPCA, com 0,10 ponto percentual.
Regionalmente, Goiânia registrou a maior variação, de 1,12%, influenciada pela gasolina e pela taxa de água e esgoto. Brasília teve a menor, de 0,16%, com recuo de passagem aérea e gasolina.
O resultado mostra perda de ritmo na inflação mensal, mas mantém pressão relevante em itens essenciais ao consumo das famílias, sobretudo alimentação, medicamentos e energia. O próximo resultado do IPCA, referente a maio, será divulgado pelo IBGE na quinta-feira (12 de junho).
Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br
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