O plano para Acelerar Soluções em Agroecologia e Agrofloresta, chamado PAS TERRA, foi apresentado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) nesta segunda-feira (2), no contexto da Agenda de Ação da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025, a COP30. Segundo o material institucional, a iniciativa busca acelerar a implementação de soluções para sistemas alimentares com foco em agroecologia, agrofloresta, resiliência climática e inclusão produtiva.
De acordo com o MDA, o TERRA foi estruturado para apoiar a transição de modelos produtivos com base em cinco alavancas de aceleração. São elas: fortalecimento de organizações de produtores, desenvolvimento de conhecimento e capacitação, ampliação do acesso a finanças híbridas, melhoria de sementes, bioinsumos, mecanização e tecnologia, além de agregação de valor e ampliação do acesso a mercados.
O ministério informou que a reunião de apresentação terá caráter executivo e político-institucional, com detalhamento da estratégia de implementação, ações prioritárias e oportunidades de parceria. Também devem ser mostradas experiências em agroecologia e agrofloresta e as próximas atividades ligadas ao Programa Nacional de Florestas Produtivas do Brasil, apontado como a primeira iniciativa piloto do TERRA.
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No material divulgado, o plano relaciona o tema à necessidade de mudança nos sistemas alimentares globais. O texto cita que o modelo dominante responde por 85% da perda de biodiversidade, utiliza 70% da água doce e emite 35% dos gases de efeito estufa no mundo. Esses percentuais foram apresentados pela própria iniciativa, sem detalhamento metodológico no conteúdo disponibilizado.
Para o setor rural, a proposta tem conexão direta com políticas de produção de base agroecológica, fortalecimento da agricultura familiar e uso de tecnologias como bioinsumos e mecanização adaptada. Também há relação com crédito e estruturação de mercado, pontos centrais para viabilizar a adoção de sistemas agroflorestais em escala.
O material não informa, até o momento, valores de investimento, metas quantitativas, número de produtores atendidos ou cronograma operacional detalhado.
A evolução do PAS TERRA dependerá da definição de metas, fontes de financiamento, governança e critérios de execução. Sem esses dados, ainda não é possível dimensionar o alcance econômico e produtivo da iniciativa sobre as cadeias agropecuárias e os territórios rurais.
Fonte: gov.br
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